quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Balanço de Final de Ano.

Neste ano...
Fiz tanta coisa...

Li bons livros, conheci novas pessoas, comecei a escrever o blog, ouvi boa música, fiquei um tempo sozinha me sentindo a última, fiquei um tempo rodeada de amigos. Chorei assistindo filme, chorei lendo livro, roubei flor de pátio alheio (adoro margaridas) e depois me senti culpada por isso. Não por ter pego a flor, mas ter tirado ela da vida, por egoísmo meu. Vai entender...
Será que fiz alguém chorar? Sim.
Fiz muitos rirem. Compartilhei a dor de alguém.
Senti saudade de quem está por perto. Senti saudades de quem não está mais entre nós. Essa saudade que nunca acaba e que não pode ser diminuída através de um abraço, sorriso, gesto. Pois não há mais essa possibilidade.
Relembrei outros tempos, com muita saudade e nostalgia. Fiz companhia pra um cachorro (ou foi ele quem fez companhia pra mim?), senti tristeza que não cabia no peito.
Não comprei meu violão, não viajei pra longe. Fui dormir de madrugada, trabalhei com a cara inchada, comi muita porcaria, gastei muita gasolina. Fiz caminhadas.
Vi notícia ruim na tv. A safadeza do governo. Vi peça de teatro. Andei de moto e de salto.
Paguei contas. Fiz outras. Guardei dinheiro.
Tomei banho de chuva, bati altos “papos cabeça” e agora me pergunto: - Como é que se usa o plural numa hora dessas? Fica a teu critério, que está lendo isso aqui.
Me estressei com gente folgada, falei muito desaforo, senti falta de estar apaixonada. Em plena era digital, escrevi cartas, e fora a desculpa da greve dos correios, não tenho outra explicação pra não as ter mandado. O correio... Não tem culpa de nada. Não mandei porque não quis. Acho eu...
Encontrei amigos “das antigas”. (Santo Orkut)...
Fiz strike no boliche, faxina na papelada que guardo. Faxina na alma.
Me surpreendi com algumas pessoas, me “tapei de nojo” com outras. Arranquei dente siso. Dois.
Vi meu pai chorar pela primeira vez em 23 anos. No dia do acidente. Mas está tudo bem. Graças a Deus.
Assisti briga de família com cara de paisagem. Vi todos voltarem às boas com a mesma cara. Eu não tenho irmãos. Quem tem, que se entenda, não é?
Comprovei que definitivamente, mas de-fi-ni-ti-va-men-te mesmo, eu não tenho paciência alguma, mas sei separar as sílabas. He he...
Briguei por msn. Fizeram uma música pra mim!!!!!!! Olha que honra...
Dei murro no computador pra ele “andar” mais rápido, mesmo estando consciente de que isso não adiantaria. Mas é tudo culpa dela... da falta de paciência.
Tive pesadelo, tive sonho bom. Esperei coisa que não veio. Recebi coisa que não esperava.

Fiz muita coisa. Muita coisa mesmo. Mas essas vieram agora na memória, cada qual se jogando uma na frente da outra, sem fila e nem ordem, querendo ser a primeira, a principal.
No msn um amigo meu disse: Quem não tem presente, olha pro futuro. Retrucando o meu nick que era: Quem não tem colírio usa óculos escuro.

Presente a gente tem. Mas é sempre bom olhar pra frente.

Curioso esse post? Aposto. Aposto que a sua vida é muito mais curiosa que a minha.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

A Menina que Roubava Livros - Markus Zusak



Um livro é bom, no mínimo, eu disse NO MÍNIMO, quando quem o leu o devolve a estante com uma dorzinha no coração, se sentindo meio órfão da história, meio que se despedindo.
Um livro é bom quando você o devora. Quando a história te prende tanto que mesmo cansado, você espia o próximo capítulo para ver se não é muito extenso e pensa: “ - Só mais esse!” E quando vê, já foram mais um ou dois capítulos.
Um livro é bom quando você fica amigo dos personagens. Senta na mesa e pensa no “fulano”, ou fala alguma coisa parecida ao “cara” da história.
Um livro é bom quando você compra, e depois de lê-lo tem a plena certeza de não ter jogado seu dinheiro fora.
A Menina que Roubava Livros é tudo isso.

E coisas assim, como as citadas acima, acontecem comigo. Sempre me envolvo demais pro meu gosto. Isso me rende até sonhos. Quando lia o livro “ A Estrada da Noite”, de Joe Hill, sonhei com um homem de terno preto no meu quarto. O fantasma do velho!
Lendo A menina que roubava livros, que comprei na Sexta ( 09.12.07), na Ulbra, sonhei com nada mais nada a menos que Hitler. Sim meus caros, na falta de coisa melhor pra sonhar... Sonhei com Hitler... Nota: A história se passa na Alemanha Nazista.
Passei a olhar os dias tentando perceber as suas cores, como a morte fazia. (Se você ler o livro, vai entender), aliás, é ela, a própria morte, quem conta a história.
Me identifiquei com Liesel. Não que eu roube livros. Nada disso. Mas os amo. O máximo que chego perto do comportamento de Liesel, é dar uma espiadela em pé, na livraria, roubando alguns parágrafos de livros que me chamam a atenção.
Mas você sabe que um livro é ótimo, quando te arranca lágrimas. E eu chorei.
...

Poderia fazer aqui, o que vários outros em seus blogs já fizeram. Escrever um resumo do livro, (o que seria um crime) ou um ctrl c + ctrl v de algum lugar. Mas não adiantaria. O que certas obras provocam na gente, são inexplicáveis e talvez eu esteja perdendo meu tempo tentando exprimir em palavras o efeito desse livro em mim. É como eu costumo dizer: A minha mão nunca consegue acompanhar o meu raciocínio, e esse, por sua vez, nunca acompanha os sentimentos.

Um conselho “di grátis”: Leia. Não há novela que consiga ser melhor do que a nossa imaginação diante de um livro.


sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Das poesias...

Fiz poesias. Mas elas eram tristes.
Poesias tristes são belas, mas as que falam de amor são mais.
Falta-me o ingrediente principal: A Paixão.
Esse amor danado que me escapa das mãos, que foge enquanto eu procuro.
Um dia eu te pego. E escrevo poesias belas.
Até lá...
Até.
(Cris.)

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Vivo? Nem morto!

Pra que você entenda... As palavras em negrito são os meus pensamentos) com alguns cortes de censura realizados, claro). Vocês não precisam ler os meus palavrõezinhos, por isso retirei-os.

Vamos lá... Teremos agora um aula de rapidez e eficiência!

- Bom dia senhora, em que posso ajudá-la?
- Eu queria cancelar um pacote de sms.
- Um momento senhora...
- Qual o número da conta com o código de area?
- 51 ********
- O nome completo do titular da linha?
- Cristiane ******* ******
- Um momento senhora que eu vou verificar.
- Na sua linha não consta nenhum pacote, senhora.
- Mas descontaram do meu saldo.
- Um momento senhora.

Ligação transferida.
- Fulano, bom dia, em que posso ajudar?
- Não... Sério? É o seguinte... Lá lá lá lá........ (Tudo o que já foi dito)
- O número da sua linha por favor, com o código de área.
- 51 ********
- O nome completo do titular da linha?
- Cristiane ******* ******
- O número do CPF do titular por favor?
- Ai ai ai ai ai... *** *** *** - **
- Um momento que eu vou verificar.
Minutos depois...
- Senhora...
- Sim ( senhora é a mãe seu arcaide)
- A sua última recarga foi de quanto?
- (Meu querido, eu não lembro do que eu comi ontem). Não sei... Não lembro.
- R$ 16,00, correto?
- (Se sabia, porque cargas d'água fez a pergunta?) Sim, R$ 16,00.
- Só um momento...

Ligação transferida.
- Não. Tão me tirando. Só pode.
- Fulano, bom dia, em que posso ajudá-la?
-
(Riso de nervoso)... É o seguinte: Toda a explicação novamente.
- O número da sua linha por favor, com o código de área.
- 51 ********
- O nome completo do titular da linha?
- Cristiane ******* ******
- O número do CPF do titular por favor?
- Ai ai ai ai ai...*** *** *** - **. Pra quantos mais eu vou ter que dizer todos esses dados de novo?
- Um momento senhora.
Minutos depois... Bem depois.

Ligação transferida
- Fulano, bom dia em que posso ajudar?
- Eu não estou te ouvindo direito.
- Alô! Senhora, eu não estou conseguindo ouvir.
- Alô?
- Alô?

Ligação transferida.
- %$@¨#&*()!(@&¨#%@$@
- Fulano, bom dia, em que posso ajudar?
- Não sei. Se 4 antes não souberam, talvez tu não possas ajudar também. Eu já falei com QUATRO! QUATRO! Tu é a quinta pessoa que me atende! Só pra cancelar um simples pacote!
- Pois não senhora? (Senhora é a mãe). (Passa a ligação pra mais alguém pra ver no que vai dar).
-
Seguinte. bla blá blá.... Bla blá blá... Entendeu?
- Um momento senhora.
Vale registrar, que a essas alturas, eu já havia saído do meu trabalho caminhando. Fui até uma cafeteria próxima do serviço (aguardando), cumprimentei um amigo que trabalha numa moto peças, comprei um sanduíche natural na cafeteria, paguei, agradeci (aguardando).
- Senhora?
- Sim.
- A senhora vai querer cancelar o pacote?
- Mas que pacote? (eu tenho ou eu não tenho)? (Nem sei mais!). Óbvio! Cancela! (Foi pra isso que eu liguei). (Ameba $%@¨#&@*&#@*&¨#)
- O número do protocolo é ****
- Eu não tenho como anotar o número agora.
- 001**...
- Queridooo, eu não tenho como anotar o número do protocolo agora. (Caminhando sempre).
- Sim, senhora.
- Por favor, vamos ser práticos. O pacote foi cancelado?
- Sim senhora.
- Então eu confio em ti (rsrsrsrs)
-
Mais alguma coisa senhora?
- (Mais 5 atendentes? Nem morto!)
-
Não obrigada.
- A Vivo agradece, tenha um bom dia!

Vale registrar também que a ligação para a central de relacionamento foi efetuada às 11:02. Desliguei o telefone as 11:37. Até tinha comentado isso com um novo amigo pelo msn e acabei mentindo pra ele sem querer. Não foram 26 minutos. Foram 35!!!!!!! Exatos 35 minutos de ligação. O celular tá de prova. rsrs

Isso é Brasil! Isso é praticidade! Isso é tecnologia!
Isso é palhaçada!





terça-feira, 13 de novembro de 2007

Ouro? Sonha neném...

Engraçado... eu tive um sonho... um não... dois...em noites diferentes... Já faz tempinho isso.
Numa noite, sonhei que tinha ouro debaixo da minha casa...
Na noite seguinte, sonhei que alguém me dizia que uma coisa que eu queria, tipo uma confirmação, iria vir em 3 dias...
Seria bom se fosse a descoberta de que realmente existia ouro debaixo da minha casa...Em 3 dias eu seria rica... ou milionária...

E 3 dias se passaram... adivinha?
Não tinha ouro debaixo da minha casa.... Talvez até tenha... Mas nem eu, nem ninguém procurou... Huahuahua.
Então, logicamente, não era isso...
Mas, nada de extraordinário aconteceu... Não recebi aumento... (que era uma coisa que eu esperava, tá? Dá licença? ), não conheci ninguém diferente... Enfim, nada de anormal, estranho ou desejado, aconteceu.

Moral da historinha:
Sonho que se sonha só, é só um sonho...
Sonho que se sonha junto é realidade...
Sonho que se sonha dormindo é sonho...nada mais criatura!!!

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Sonho... Pesadelo...

Bom... como não me ocorre nada decente pra postar e esse post, é uma prova disso, resolvi contar um sonho que só uma “mentezinha brilhante” como a minha poderia produzir. Digno de um roteiraço pra um filme em Hollywood! He he he...

Tudo começa com o escuro (meio óbvio né? Já que eu estava de olhos fechados), mas, nesse escuro, aparecem umas palavras em branco. Sim, exatamente como um filme começa. Aparece na “tela” uma data: 20 de Fevereiro. Essa data se apaga e o sonho realmente começa. Encontro-me no IAPD (instituto Agrícola Presidente Dutra), lugar onde sempre acontecem os retiros de carnavais da igreja aqui em Taquari. Vejo uma moça estendendo a mão na minha direção. Ela usava uma túnica branca, mas eu não via os seus pés pois eles não encostavam no chão. No lugar de olhos, haviam 2 enormes “buracos” em seu rosto, de onde saíam luz. Lembro-me de pensar no sonho o termo: “-Bolas de luz”. Uma visão horrível.

Como nos sonhos, nós sempre sabemos de tudo, quando a vi, eu tinha consciência do que havia acontecido com ela. Sua morte fora causada por um acidente elétrico.

Passado esse flash (da visão da menina), me vejo na parte mais alta do IAPD. Tudo bem que lá tem escadarias, mas no meu sonho, elas nunca tinham fim. Eu estava com mais algumas pessoas que não conheço. Ouvindo os gritos dessa menina, enquanto ela era arrastada pelas escadas abaixo. Nós corríamos muito pra tentar alcançá-la e os degraus pareciam sumir debaixo dos pés. Enquanto isso tocava uma música horrível. Era uma mistura de vozes, com sons de percussão. Umas vozes fazendo escalas, e parecia com aqueles sons de música árabe... Muito confuso. Sei que essa música ia crescendo e se tornando mais alta, conforme nós corríamos pra salvar a menina. Ela gritava muito e ouvíamos também barulhos de correntes sendo arrastadas. Como a gente sempre sabe tudo nos sonhos II, eu sabia que se não a encontrássemos a tempo, aquele flash inicial do sonho se tornaria verdade. Ela, com a mão estendida e seus “olhos de luz”.

Ao descer mais um lance de escadas, deparo com uma guria chorando, apavorada com o que ela tinha acabado de ver passar. Eu supunha no sonho, que uma tal pessoa estaria levando ela, mas ao descer mais um lance de escada, vi essa pessoa conversando com mais alguém. Não era ele.

A música aumentava e decidi acordar. Decidi sair dali. Não sei se todo mundo consegue fazer isso nos seus sonhos, mas eu consigo.

Não ajudei a guria. Que mal exemplo...

Acordei encharcada de suor, com aquela música macabra na minha cabeça. Por uma boa parte do dia, eu conseguia lembrar dela. Mas não conseguiria reproduzí-la. Nem convém. Faz um tempinho esse sonho. Sonho não... Pesadelo. Lembro que fiquei encafifada pois o retiro de carnaval do ano seguinte ocorreu entre 17 e 20 de fevereiro.

Isso daria um ótimo conto. Com as palavras certas... Olha... É uma boa idéia...

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Acerca do nome do blog

Muito difícil. Absolutamente difícil escolher o nome de um filho. Sim, porque o blog acaba se tornando um filho, mesmo que ninguém leia.
Procurei vááários nomes legais. Das coisas que eu falo do dia a dia surgiram várias idéias... De “me caiu os butiá do bolso” à “não sei, só sei que foi assim”. Procurava sempre no Google pra ver se não havia nenhum blog com o nome que eu achava legal e... Surpresa!!!! Havia. Não só um... Vários. Puxa vidaaaa! Que saco! Minhas idéias boas foram por água abaixo...
Como toda boa idéia, ou idéia idiota, surgiu um nome do nada. Não sei ainda se é o ideal...Mas acho que vai ficar sendo. Sim, sim... Incontinência Literária.

Estudemos o significado da palavra Incontinência.
do Lat. Incontinentia
s. f.,
Falta de continência, intemperança, qualidade de incontinente, desregramento, imoderação, sensualidade, concupiscência, luxúria; incapacidade de controlar os reflexos do reto ou da bexiga....... e assim vai.

Analisando...Seria um... pouco de literatura (talvez inútil, pq não?)desregrada, sem a devida moderação... E se você quiser levar para o lado “biológico”, da bexiga e coisa e tal, pense na parte que diz: Incapacidade de controlar os reflexos... Quando a gente começa a escrever, é incapaz de controlar... As coisas vão saindo, fluindo, quer você queira, quer não. Quer saia um resultado bom ou não.
Ser frouxo das idéias? Quem sabe. Hauhauha. Se isso significar escrever o que vem a cabeça e escrever a sua verdade... Eu acho que é válido.
É filho... Tua mãe é dose... Mamãe não escolheu un nome tão bonito assim... Não é meigo, nem delicado, e ainda faz as pessoas lembrarem de outra coisa. He he he.
Paciência... Tudo é questão de costume.
..

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Memórias...



Bah, tô desde ontem para colocar isso aqui no blog. Tudo começou comigo acordando em cima da hora como sempre. Enquanto eu colocava os brincos, me deparei com essa foto do 3º ano C, que fica em meio as minhas bagunças organizadas e me bateu uma tristeza... Uma saudade...
Daí eu pensei... Acreditem! Eu PENSEI as 6:35 da manhã: Tenho q pôr isso no blog...
Essa foto foi tirada na escadaria da frente, lá no Pereira Coruja, obviamente, e eu adoro ela! Tá certo que esse é o 3º ano, mas todo o meu 2º grau foi muito bom!
No 2º ano... He he he... Não vou citar o nome da professora por questão de... nada... Não quero pôr o nome dela aqui, mas estávamos na aula de Ensino Religioso e ela caiu na asneira de dizer que não era doadora de órgãos. Ficamos “passados” com o fato de uma professora de Ensino Religioso não ser a favor de uma coisa assim... Daí começou um bombardeio de perguntas do tipo: E se a senhora precisasse de um órgão algum dia? Ou se um filho seu precisar?? Instaurou-se uma “arena” “das mais bagual”. Sei que no desenrolar da história, ela colocou até o Chico Xavier no meio, dizendo que ele não era doador também... E nós, crianças inocentes (rsrs) perguntamos o pq. Ela, que estava tão de saco cheio (hauahauha), mandou a gente fazer uma viagem pra Bahia e perguntar pessoalmente pra ele.
O Guaíba, (um dos guris mais loucos q eu conheço) começou a campanha:” Quem vai pra Bahia???” He he he. Foi muito engraçado. Não lembro se dessa vez ele foi pra secretaria, ou se foi na vez do mega trabalho de macumba... Calma que eu explico! Não... O Marcelo não é macumbeiro, mas tínhamos que fazer um trabalho sobre alguma religião, seita ou coisa do tipo e eles fizeram! A apresentação do trabalho tomou umas 5 aulas dela. Sei que deram uma canseira na professora. Hauhaah. Se o Marcelo ler isso aki, por favor, que acrescente o real motivo dele ter ido pra secretaria no 2º ano.
No mesmo 2º ano teve uma matação de aula coletiva. A turma toda se combinou e matou as 2 últimas aulas. Acho que só dois ficaram na sala (como sempre). Antes de sairmos, deixamos escrito no quadro negro: Nóis fumo, mais nóis vortemo! Não preciso dizer que a diretora estava na nossa sala no outro dia!
A Janaína, meu Deus, como eu ri com essa guria! Em plena aula de biologia, ela estava me passando uma receita de uma gororoba de abacate pra pôr no cabelo. Eu anotava exatamente o que ela dizia. Tenho até hoje a folha, é de rolar de rir!
No 3º ano, o Éverton que andava sempre com o Marcelo, e que agora tá morando em Novo Hamburgo, passava as aulas, huahauha, acreditem... Imitando um fanho... Com variações ainda por cima. “- Agora um fanho dentro de uma caverna: Fadinha... inha... inha...”. Ou era o meu nome... “Crishane... ane... ane...” Fanho com eco ninguém merece!
Hauhauahah.

Sem contar que na sala 18, que foi onde a gente fez o 3º ano, haviam 3 quadros negros... Que viviam escritos com uma música que o Éverton também adorava cantar: “ Quem me dera ser um peixe, para em seu límpido aquário mergulhar”... huahauha. Acabou se tornando o hino do 3º ano.
Outro episódio hilário foi na aula de Química, com o Eduardo (rsrsrs... a gente nem precisava colar com ele, porque ele acabava dando a resposta sempre). O Marcelo estava apresentando um trabalho, ou explicando alguma coisa... Não lembro direito... Sei que o Everton estava no fundo da sala, atrapalhando, conversando junto e “domando” a cadeira... O Marcelo se estressou, pegou o lixo e tocou no fundo da sala. Foi akele estouro, a sorte que não pegou no Éverton. Tadinho do professor, ficou até sem reação.
Lembrei do último dia de aulaaaaa! A Janaina saiu com um lençol pelos corredores da escola, se sentindo o super homem... Detalhe: Ela estava nas minhas costas. Foi muito hilário!

Tem muita coisa pra contar!
As questões que o Guilherme sempre levantava pra matar tempo nas aulas. Coisas do tipo: “- Eu não acredito que o homem já tenha ido a lua, naquela época que não tinha toda essa tecnologia e tal”... E quando ele fazia isso, todo mundo já sabia que a aula havia terminado ali, e a professora tentaria convencê-lo que sim, o homem já havia ido a lua, sendo que ele já sabia disso. Huahauha
Outro que sempre puxava a “história do pão e circo da igreja católica” era o Éverton. Sempre que ele queria matar aula de história, ele puxava isso, e falava beeeeeeem devagar... Chegava a dar nos nervos!
Duas coisas me deixam triste: O Marcelo (Guaíba) não ter se formado com a gente. Ele foi pra Guaíba de novo no meio do ano. E a outra, é a perda do meu colega e amigo Tales Herêncio Ferreira, que estudou comigo da 2ª série até nos formarmos no 2º grau. Desde pequenos, íamos e voltávamos da escola juntos... Infelizmente, uma fatalidade o tirou de nós! Ele se foi, deixou saudades e a eterna impressão de vê-lo sorrindo ao passar em frente a casa onde ele morava.
É... O Pereira nunca mais vai ver uma turma como a nossa... Mesmo com todas essas bagunças, eu ouvi isso de uma ex professora...

Encerro essas recordações com uma música. A música que só o 3º ano mesmo colocaria no Convite de Formatura... Linda, linda...

“Lembro das tardes que passamos juntos, não é sempre mas eu sei...
Só que neste ano o verão acabou cedo demais.”
(Love in the Afternoon – Legião Urbana)

Formandos 2001.


sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Velha Infância


Não pude deixar de scanear essa maravilha da minha infância. Dei muita risada quando encontrei essa capa de um livro de ciências (que sempre rolava pela casa), com esses “manuscritos” atrás... foi uma delícia. Eu estava aprendendo a escrever (o que é uma conclusão óbvia). He he he...Na minha velha infância, havia uma música que tocava muito lá em ksa... Era uma menininha que cantava, não recordo o nome dela agora... Eu escutava milhares de vezes essa música, no antigo disco de vinil, que por sinal, ainda está lá... Assim como vários “bolachões” que temos lá em ksa e que de vez em quando vão para a “vitrola”. Huahuahauha. Tô me sentindo um dinossauro dos maaaaaisssss pré históricos falando esses termos aki. Tem de tudo... de blues e músicas de coral gospel à singelas músicas de criancinhas...

Voltando ao assunto... Do momento em que cheguei a brilhante conclusão de que akela “capa” de livro era de quando eu estava aprendendo a escrever e ouvia muito a tal musiquinha.

“ Cinco pães, dois peixinhos, era tudo o que ele tinha em suas mãos... Cinco pães, dois peixinhos, acabaram alimentando a multidão. Cinco pães, dois peixinhos, que o menino ofereceu para Jesus...” E assim vai... Lindo né? He he he.

Agora analisando os manuscritos não me entra na cabeça usar o 2 como um x também. Huahauha.
Repare que 5 pansi, era pra ser 5 pães... 2 pe2io era pra ser: 2 peixinhos. Esse 2 como x é hilário!
E o mais legal de tudo: Nakela época se alguém me dissesse que o que eu havia escrito estava errado, iria comprar brigaaaa! Pq eu olhava pra akilo ali e realmente estava escrito 5 pães e 2 peixinhos! Estava certo oras bolas!
Eratudoqeaminino = Era tudo o que o menino. Hauhauhauah. E corretíssimo!
Acabraranal mlidando = Acabaram alimentando. Huahauhauha. Essa merece muita gargalhada...
Que delícia. Mas ainda bem que existe escola e a gente aprende.
Sinto uma saudade enorme da minha infância. Uma certa... Nostalgia... Essa talvez seja a palavra mais adequada... Como era bom ter como maior preocupação do dia e da vida com quem se iria brincar durante a tarde... Ou às vezes, somente às vezes ter longos momentos de reflexão a respeito da escolha da profissão... Astronauta ou professora? Hauhauha.
Sei que... Se soubéssemos o quanto é bom e simples sermos crianças, aproveitaríamos muito mais, sem pressa de pular etapas ou “ficar grande de uma vez”. A gente quer tanto crescer e depois que cresce, descobre o quanto era bom ser criança...

Quando eu crescer... eu quero ser... uma eterna criança!