quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Memórias...



Bah, tô desde ontem para colocar isso aqui no blog. Tudo começou comigo acordando em cima da hora como sempre. Enquanto eu colocava os brincos, me deparei com essa foto do 3º ano C, que fica em meio as minhas bagunças organizadas e me bateu uma tristeza... Uma saudade...
Daí eu pensei... Acreditem! Eu PENSEI as 6:35 da manhã: Tenho q pôr isso no blog...
Essa foto foi tirada na escadaria da frente, lá no Pereira Coruja, obviamente, e eu adoro ela! Tá certo que esse é o 3º ano, mas todo o meu 2º grau foi muito bom!
No 2º ano... He he he... Não vou citar o nome da professora por questão de... nada... Não quero pôr o nome dela aqui, mas estávamos na aula de Ensino Religioso e ela caiu na asneira de dizer que não era doadora de órgãos. Ficamos “passados” com o fato de uma professora de Ensino Religioso não ser a favor de uma coisa assim... Daí começou um bombardeio de perguntas do tipo: E se a senhora precisasse de um órgão algum dia? Ou se um filho seu precisar?? Instaurou-se uma “arena” “das mais bagual”. Sei que no desenrolar da história, ela colocou até o Chico Xavier no meio, dizendo que ele não era doador também... E nós, crianças inocentes (rsrs) perguntamos o pq. Ela, que estava tão de saco cheio (hauahauha), mandou a gente fazer uma viagem pra Bahia e perguntar pessoalmente pra ele.
O Guaíba, (um dos guris mais loucos q eu conheço) começou a campanha:” Quem vai pra Bahia???” He he he. Foi muito engraçado. Não lembro se dessa vez ele foi pra secretaria, ou se foi na vez do mega trabalho de macumba... Calma que eu explico! Não... O Marcelo não é macumbeiro, mas tínhamos que fazer um trabalho sobre alguma religião, seita ou coisa do tipo e eles fizeram! A apresentação do trabalho tomou umas 5 aulas dela. Sei que deram uma canseira na professora. Hauhaah. Se o Marcelo ler isso aki, por favor, que acrescente o real motivo dele ter ido pra secretaria no 2º ano.
No mesmo 2º ano teve uma matação de aula coletiva. A turma toda se combinou e matou as 2 últimas aulas. Acho que só dois ficaram na sala (como sempre). Antes de sairmos, deixamos escrito no quadro negro: Nóis fumo, mais nóis vortemo! Não preciso dizer que a diretora estava na nossa sala no outro dia!
A Janaína, meu Deus, como eu ri com essa guria! Em plena aula de biologia, ela estava me passando uma receita de uma gororoba de abacate pra pôr no cabelo. Eu anotava exatamente o que ela dizia. Tenho até hoje a folha, é de rolar de rir!
No 3º ano, o Éverton que andava sempre com o Marcelo, e que agora tá morando em Novo Hamburgo, passava as aulas, huahauha, acreditem... Imitando um fanho... Com variações ainda por cima. “- Agora um fanho dentro de uma caverna: Fadinha... inha... inha...”. Ou era o meu nome... “Crishane... ane... ane...” Fanho com eco ninguém merece!
Hauhauahah.

Sem contar que na sala 18, que foi onde a gente fez o 3º ano, haviam 3 quadros negros... Que viviam escritos com uma música que o Éverton também adorava cantar: “ Quem me dera ser um peixe, para em seu límpido aquário mergulhar”... huahauha. Acabou se tornando o hino do 3º ano.
Outro episódio hilário foi na aula de Química, com o Eduardo (rsrsrs... a gente nem precisava colar com ele, porque ele acabava dando a resposta sempre). O Marcelo estava apresentando um trabalho, ou explicando alguma coisa... Não lembro direito... Sei que o Everton estava no fundo da sala, atrapalhando, conversando junto e “domando” a cadeira... O Marcelo se estressou, pegou o lixo e tocou no fundo da sala. Foi akele estouro, a sorte que não pegou no Éverton. Tadinho do professor, ficou até sem reação.
Lembrei do último dia de aulaaaaa! A Janaina saiu com um lençol pelos corredores da escola, se sentindo o super homem... Detalhe: Ela estava nas minhas costas. Foi muito hilário!

Tem muita coisa pra contar!
As questões que o Guilherme sempre levantava pra matar tempo nas aulas. Coisas do tipo: “- Eu não acredito que o homem já tenha ido a lua, naquela época que não tinha toda essa tecnologia e tal”... E quando ele fazia isso, todo mundo já sabia que a aula havia terminado ali, e a professora tentaria convencê-lo que sim, o homem já havia ido a lua, sendo que ele já sabia disso. Huahauha
Outro que sempre puxava a “história do pão e circo da igreja católica” era o Éverton. Sempre que ele queria matar aula de história, ele puxava isso, e falava beeeeeeem devagar... Chegava a dar nos nervos!
Duas coisas me deixam triste: O Marcelo (Guaíba) não ter se formado com a gente. Ele foi pra Guaíba de novo no meio do ano. E a outra, é a perda do meu colega e amigo Tales Herêncio Ferreira, que estudou comigo da 2ª série até nos formarmos no 2º grau. Desde pequenos, íamos e voltávamos da escola juntos... Infelizmente, uma fatalidade o tirou de nós! Ele se foi, deixou saudades e a eterna impressão de vê-lo sorrindo ao passar em frente a casa onde ele morava.
É... O Pereira nunca mais vai ver uma turma como a nossa... Mesmo com todas essas bagunças, eu ouvi isso de uma ex professora...

Encerro essas recordações com uma música. A música que só o 3º ano mesmo colocaria no Convite de Formatura... Linda, linda...

“Lembro das tardes que passamos juntos, não é sempre mas eu sei...
Só que neste ano o verão acabou cedo demais.”
(Love in the Afternoon – Legião Urbana)

Formandos 2001.


sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Velha Infância


Não pude deixar de scanear essa maravilha da minha infância. Dei muita risada quando encontrei essa capa de um livro de ciências (que sempre rolava pela casa), com esses “manuscritos” atrás... foi uma delícia. Eu estava aprendendo a escrever (o que é uma conclusão óbvia). He he he...Na minha velha infância, havia uma música que tocava muito lá em ksa... Era uma menininha que cantava, não recordo o nome dela agora... Eu escutava milhares de vezes essa música, no antigo disco de vinil, que por sinal, ainda está lá... Assim como vários “bolachões” que temos lá em ksa e que de vez em quando vão para a “vitrola”. Huahuahauha. Tô me sentindo um dinossauro dos maaaaaisssss pré históricos falando esses termos aki. Tem de tudo... de blues e músicas de coral gospel à singelas músicas de criancinhas...

Voltando ao assunto... Do momento em que cheguei a brilhante conclusão de que akela “capa” de livro era de quando eu estava aprendendo a escrever e ouvia muito a tal musiquinha.

“ Cinco pães, dois peixinhos, era tudo o que ele tinha em suas mãos... Cinco pães, dois peixinhos, acabaram alimentando a multidão. Cinco pães, dois peixinhos, que o menino ofereceu para Jesus...” E assim vai... Lindo né? He he he.

Agora analisando os manuscritos não me entra na cabeça usar o 2 como um x também. Huahauha.
Repare que 5 pansi, era pra ser 5 pães... 2 pe2io era pra ser: 2 peixinhos. Esse 2 como x é hilário!
E o mais legal de tudo: Nakela época se alguém me dissesse que o que eu havia escrito estava errado, iria comprar brigaaaa! Pq eu olhava pra akilo ali e realmente estava escrito 5 pães e 2 peixinhos! Estava certo oras bolas!
Eratudoqeaminino = Era tudo o que o menino. Hauhauhauah. E corretíssimo!
Acabraranal mlidando = Acabaram alimentando. Huahauhauha. Essa merece muita gargalhada...
Que delícia. Mas ainda bem que existe escola e a gente aprende.
Sinto uma saudade enorme da minha infância. Uma certa... Nostalgia... Essa talvez seja a palavra mais adequada... Como era bom ter como maior preocupação do dia e da vida com quem se iria brincar durante a tarde... Ou às vezes, somente às vezes ter longos momentos de reflexão a respeito da escolha da profissão... Astronauta ou professora? Hauhauha.
Sei que... Se soubéssemos o quanto é bom e simples sermos crianças, aproveitaríamos muito mais, sem pressa de pular etapas ou “ficar grande de uma vez”. A gente quer tanto crescer e depois que cresce, descobre o quanto era bom ser criança...

Quando eu crescer... eu quero ser... uma eterna criança!