quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Sonho... Pesadelo...

Bom... como não me ocorre nada decente pra postar e esse post, é uma prova disso, resolvi contar um sonho que só uma “mentezinha brilhante” como a minha poderia produzir. Digno de um roteiraço pra um filme em Hollywood! He he he...

Tudo começa com o escuro (meio óbvio né? Já que eu estava de olhos fechados), mas, nesse escuro, aparecem umas palavras em branco. Sim, exatamente como um filme começa. Aparece na “tela” uma data: 20 de Fevereiro. Essa data se apaga e o sonho realmente começa. Encontro-me no IAPD (instituto Agrícola Presidente Dutra), lugar onde sempre acontecem os retiros de carnavais da igreja aqui em Taquari. Vejo uma moça estendendo a mão na minha direção. Ela usava uma túnica branca, mas eu não via os seus pés pois eles não encostavam no chão. No lugar de olhos, haviam 2 enormes “buracos” em seu rosto, de onde saíam luz. Lembro-me de pensar no sonho o termo: “-Bolas de luz”. Uma visão horrível.

Como nos sonhos, nós sempre sabemos de tudo, quando a vi, eu tinha consciência do que havia acontecido com ela. Sua morte fora causada por um acidente elétrico.

Passado esse flash (da visão da menina), me vejo na parte mais alta do IAPD. Tudo bem que lá tem escadarias, mas no meu sonho, elas nunca tinham fim. Eu estava com mais algumas pessoas que não conheço. Ouvindo os gritos dessa menina, enquanto ela era arrastada pelas escadas abaixo. Nós corríamos muito pra tentar alcançá-la e os degraus pareciam sumir debaixo dos pés. Enquanto isso tocava uma música horrível. Era uma mistura de vozes, com sons de percussão. Umas vozes fazendo escalas, e parecia com aqueles sons de música árabe... Muito confuso. Sei que essa música ia crescendo e se tornando mais alta, conforme nós corríamos pra salvar a menina. Ela gritava muito e ouvíamos também barulhos de correntes sendo arrastadas. Como a gente sempre sabe tudo nos sonhos II, eu sabia que se não a encontrássemos a tempo, aquele flash inicial do sonho se tornaria verdade. Ela, com a mão estendida e seus “olhos de luz”.

Ao descer mais um lance de escadas, deparo com uma guria chorando, apavorada com o que ela tinha acabado de ver passar. Eu supunha no sonho, que uma tal pessoa estaria levando ela, mas ao descer mais um lance de escada, vi essa pessoa conversando com mais alguém. Não era ele.

A música aumentava e decidi acordar. Decidi sair dali. Não sei se todo mundo consegue fazer isso nos seus sonhos, mas eu consigo.

Não ajudei a guria. Que mal exemplo...

Acordei encharcada de suor, com aquela música macabra na minha cabeça. Por uma boa parte do dia, eu conseguia lembrar dela. Mas não conseguiria reproduzí-la. Nem convém. Faz um tempinho esse sonho. Sonho não... Pesadelo. Lembro que fiquei encafifada pois o retiro de carnaval do ano seguinte ocorreu entre 17 e 20 de fevereiro.

Isso daria um ótimo conto. Com as palavras certas... Olha... É uma boa idéia...