quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Balanço de Final de Ano.

Neste ano...
Fiz tanta coisa...

Li bons livros, conheci novas pessoas, comecei a escrever o blog, ouvi boa música, fiquei um tempo sozinha me sentindo a última, fiquei um tempo rodeada de amigos. Chorei assistindo filme, chorei lendo livro, roubei flor de pátio alheio (adoro margaridas) e depois me senti culpada por isso. Não por ter pego a flor, mas ter tirado ela da vida, por egoísmo meu. Vai entender...
Será que fiz alguém chorar? Sim.
Fiz muitos rirem. Compartilhei a dor de alguém.
Senti saudade de quem está por perto. Senti saudades de quem não está mais entre nós. Essa saudade que nunca acaba e que não pode ser diminuída através de um abraço, sorriso, gesto. Pois não há mais essa possibilidade.
Relembrei outros tempos, com muita saudade e nostalgia. Fiz companhia pra um cachorro (ou foi ele quem fez companhia pra mim?), senti tristeza que não cabia no peito.
Não comprei meu violão, não viajei pra longe. Fui dormir de madrugada, trabalhei com a cara inchada, comi muita porcaria, gastei muita gasolina. Fiz caminhadas.
Vi notícia ruim na tv. A safadeza do governo. Vi peça de teatro. Andei de moto e de salto.
Paguei contas. Fiz outras. Guardei dinheiro.
Tomei banho de chuva, bati altos “papos cabeça” e agora me pergunto: - Como é que se usa o plural numa hora dessas? Fica a teu critério, que está lendo isso aqui.
Me estressei com gente folgada, falei muito desaforo, senti falta de estar apaixonada. Em plena era digital, escrevi cartas, e fora a desculpa da greve dos correios, não tenho outra explicação pra não as ter mandado. O correio... Não tem culpa de nada. Não mandei porque não quis. Acho eu...
Encontrei amigos “das antigas”. (Santo Orkut)...
Fiz strike no boliche, faxina na papelada que guardo. Faxina na alma.
Me surpreendi com algumas pessoas, me “tapei de nojo” com outras. Arranquei dente siso. Dois.
Vi meu pai chorar pela primeira vez em 23 anos. No dia do acidente. Mas está tudo bem. Graças a Deus.
Assisti briga de família com cara de paisagem. Vi todos voltarem às boas com a mesma cara. Eu não tenho irmãos. Quem tem, que se entenda, não é?
Comprovei que definitivamente, mas de-fi-ni-ti-va-men-te mesmo, eu não tenho paciência alguma, mas sei separar as sílabas. He he...
Briguei por msn. Fizeram uma música pra mim!!!!!!! Olha que honra...
Dei murro no computador pra ele “andar” mais rápido, mesmo estando consciente de que isso não adiantaria. Mas é tudo culpa dela... da falta de paciência.
Tive pesadelo, tive sonho bom. Esperei coisa que não veio. Recebi coisa que não esperava.

Fiz muita coisa. Muita coisa mesmo. Mas essas vieram agora na memória, cada qual se jogando uma na frente da outra, sem fila e nem ordem, querendo ser a primeira, a principal.
No msn um amigo meu disse: Quem não tem presente, olha pro futuro. Retrucando o meu nick que era: Quem não tem colírio usa óculos escuro.

Presente a gente tem. Mas é sempre bom olhar pra frente.

Curioso esse post? Aposto. Aposto que a sua vida é muito mais curiosa que a minha.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

A Menina que Roubava Livros - Markus Zusak



Um livro é bom, no mínimo, eu disse NO MÍNIMO, quando quem o leu o devolve a estante com uma dorzinha no coração, se sentindo meio órfão da história, meio que se despedindo.
Um livro é bom quando você o devora. Quando a história te prende tanto que mesmo cansado, você espia o próximo capítulo para ver se não é muito extenso e pensa: “ - Só mais esse!” E quando vê, já foram mais um ou dois capítulos.
Um livro é bom quando você fica amigo dos personagens. Senta na mesa e pensa no “fulano”, ou fala alguma coisa parecida ao “cara” da história.
Um livro é bom quando você compra, e depois de lê-lo tem a plena certeza de não ter jogado seu dinheiro fora.
A Menina que Roubava Livros é tudo isso.

E coisas assim, como as citadas acima, acontecem comigo. Sempre me envolvo demais pro meu gosto. Isso me rende até sonhos. Quando lia o livro “ A Estrada da Noite”, de Joe Hill, sonhei com um homem de terno preto no meu quarto. O fantasma do velho!
Lendo A menina que roubava livros, que comprei na Sexta ( 09.12.07), na Ulbra, sonhei com nada mais nada a menos que Hitler. Sim meus caros, na falta de coisa melhor pra sonhar... Sonhei com Hitler... Nota: A história se passa na Alemanha Nazista.
Passei a olhar os dias tentando perceber as suas cores, como a morte fazia. (Se você ler o livro, vai entender), aliás, é ela, a própria morte, quem conta a história.
Me identifiquei com Liesel. Não que eu roube livros. Nada disso. Mas os amo. O máximo que chego perto do comportamento de Liesel, é dar uma espiadela em pé, na livraria, roubando alguns parágrafos de livros que me chamam a atenção.
Mas você sabe que um livro é ótimo, quando te arranca lágrimas. E eu chorei.
...

Poderia fazer aqui, o que vários outros em seus blogs já fizeram. Escrever um resumo do livro, (o que seria um crime) ou um ctrl c + ctrl v de algum lugar. Mas não adiantaria. O que certas obras provocam na gente, são inexplicáveis e talvez eu esteja perdendo meu tempo tentando exprimir em palavras o efeito desse livro em mim. É como eu costumo dizer: A minha mão nunca consegue acompanhar o meu raciocínio, e esse, por sua vez, nunca acompanha os sentimentos.

Um conselho “di grátis”: Leia. Não há novela que consiga ser melhor do que a nossa imaginação diante de um livro.


sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Das poesias...

Fiz poesias. Mas elas eram tristes.
Poesias tristes são belas, mas as que falam de amor são mais.
Falta-me o ingrediente principal: A Paixão.
Esse amor danado que me escapa das mãos, que foge enquanto eu procuro.
Um dia eu te pego. E escrevo poesias belas.
Até lá...
Até.
(Cris.)