quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Bixo 2009

Passei no vestibular da Unisc pra Jornalismo!
Um dia muito quente! Um ar condicionado no último. Unhas roxas de frio. Barrinhas de cereal em cima da mesa de cada vestibulando. Dificuldade de concentração. Barrinhas de cereal sendo abertas durante a prova. Barulho. Mais dificuldade de concentração. Falta de idéia pra desenrolar a redação. Frio. O que é isso com Matemática? Nunca vi isso no 2º Grau! Putz! Me formei em 2001... Ai ai ai... Química... Qual foi a letra que eu menos marquei? hauhauhauha
- Vou deixar pra comer essa barrinha depois. Prêmio de consolação.
Depois da prova...
Barrinha aberta. Esperando o ônibus...

- Jô... Não acredito que rodei. Não acredito! Onde se compra essa barrinha de cereal? É de brigadeiro!!!!!! Tri boa! Marca TRIO. (Recomendo). Nunca vi essa marca de barrinha em Taquari. Não tenho visto tanta coisa ultimamente... Nem Matemática!
- Cris, se não passou, não dá nada!
- Eu sei... Também achava assim, mas queria ter passado. Nem eu sabia que queria tanto! Droga... Não acredito.
Dias depois...
- Cris, teu nome deu na rádio.
- Quê mãe?
- Tu passou.
- Quê mãe? Só acredito vendo na net...
- Passou guria!!!!!

Pois é... Quero dividir isso com quem passar por aqui!
Abraços!


Arquivo pessoal

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Ao Mestre...

Ouvindo falar sobre o Dia do Professor, comemorado no dia 15 de Outubro, dei uma olhada nos meus cadernos antigos. Pode parecer absurdo, mas guardo todos os meus cadernos desde a primeira série, e foi revendo-os, que me bateu uma enorme saudade dos meus tempos de escola. Velhos tempos da Escola Estadual Professora Margarida Ribeiro, onde fiz a primeira série, hoje, Escola Nossa Senhora da Assunção.

Quando era criança, gostava de dizer que seria professora quando crescesse. Isso não aconteceu, o que é a sorte de muito aluno por aí, mas hoje, parece-me que ser professor perdeu sua força empática, as crianças e jovens preferem seguir profissões mais rentáveis. Estudar para assumir grande parcela da educação dos filhos da humanidade é visto como penoso para a maioria. É visto como algo de muita responsabilidade. E realmente é!
Ser professor é ter muita paciência. Uma dose absurda de paciência. É receber seus “novos filhos” de braços abertos e aprender constantemente a deixá-los partir e pôr em prática o que aprenderam.
Ser professor é ter a difícil tarefa de integrar a educação que é dada na escola com a educação que é dada no lar.
Ser professor é saber ensinar a mesma coisa para alunos totalmente diferentes. 1 + 1 tem que ser 2 tanto para o tímido quanto para o bagunceiro, tanto para o inseguro quanto para o tagarela ou para aquele que tem déficit de atenção.
Acima de tudo, ser professor é deixar marcas. Marcas indeléveis na memória e no coração de seus alunos. Deve ser o maior prazer do Magistério: Marcar e deixar-se marcar.

Como é impossível citar os nomes de todos os professores que passaram em minha vida e na vida de todos nós, cito a minha primeira professora, “Dona” Eni Costa de Souza, que me acompanhou nos primeiros passos com as “letrinhas” e estendo a homenagem a todos os profissionais que dedicam suas vidas ao ensino e crescimento dos demais. Sintam-se carinhosamente abraçados!

sábado, 2 de agosto de 2008

O Caçador de Pipas

Essa semana li o livro O Caçador de Pipas, de Khaled Hosseini; que conta a história de Hassan, o Hazara, um garoto pobre, filho do caseiro, que mantém uma amizade (a meu ver, unilateral) com Amir, o garoto rico.
Campeonatos de pipas são muito comuns no Afeganistão e é em um desses campeonatos que a amizade de Amir e Hassan é colocada à prova. Amir não tinha uma relação muito boa com seu pai, Baba, e queria ganhar o campeonato para chamar a atenção e ter o amor do pai. Mas além de vencer, Amir queria também pegar a última pipa que caísse no campeonato, que era considerada um prêmio para as crianças afegãs. O maior prêmio.
Hassan, diante de um grupo de garotos de etnia diferente da sua, se recusa a entregar a pipa que havia capturado e prometido ao amigo Amir. Os garotos violentam Hassan e Amir presencia a cena sem intervir. O restante da história se desenrola apartir disso. E é claro, não vou contar porque senão perde a graça!!!!
Li também uma resenha crítica a respeito do livro e como dizem alguns: “Me tapei de nojo” com a opinião “dessa pessoa”. Tudo bem, crítica é crítica, opinião é opinião e cada um tem a sua. Ainda bem. Agora, se você quer criticar algo, primeiro tenha a informação na mão. Não me venha com sinopses e leituras de “orelhas de livros”!
Em sua crítica, dizia “essa pessoa” que a história é ingênua.
Não vejo nada de ingênuo em uma cena de estupro. Nada de ingênuo em crianças verem seus pais serem assassinados no meio da rua. Também não consigo analisar as situações da história com um pensamento “ocidental”. Hassan, diante da ameaça de violência iminente, poderia simplesmente ter entregue a pipa. Pronto! Simples e “ocidental” assim! Mas não sabemos até que ponto chega a fidelidade de alguém.
Muito me cansa essa mania de analisar livros. Cansa mesmo. As pessoas não lêem por prazer, lêem para poder discutir depois. Eu não. Gosto mesmo é de me deixar levar pela história, seja ela boa ou ruim.
Não me interessa se o cara toma uísque no Afeganistão, ou se desfila de Mustang entre os pobres. Não me interessa como realmente agiria uma criança que presenciasse uma cena de violência acontecendo com seu amigo. O fato é que o leitor, fica muito indignado por Amir não ter feito nada para socorrer Hassan, mesmo sabendo que a pipa era pra ele. O que realmente me interessa é o efeito da obra em mim.
Se livros fossem feitos perfeitos e se as histórias que ouvimos desde pequenos fossem perfeitas, o mundo seria um... porre. Quem não lembra e já não enjoou do “e viveram felizes para sempre”? Romances não são livros de auto-ajuda. Romances são escritos por pessoas como nós, que trazem na bagagem experiências próprias, lembranças, problemas e sonhos.
“Essa pessoa” termina ressaltando que sua crítica é mais para o público do que para o autor. (“Essa pessoa” disse público e não LEITOR, porque não se deu ao trabalho de ler o livro, simplesmente assistiu ao filme). Como eu digo, nada supera a leitura e a nossa imaginação juntas. Por que deixar que formulem as cenas que posso imaginar da minha maneira?
Pois bem, a minha “crítica” vai para “essa pessoa”. Analisar a vida e qualquer história de maneira regrada, totalmente dentro da lógica e dentro dos padrões de como escrever um texto corretamente, sem cair em contradição, sem sair da realidade, repito, é um porre. Deixemos isso para os livros de matemática, que exigem precisão e racionalidade.
Ah se “essa pessoa” soubesse o quanto é bom, de vez em quando fugir do 1+1=2, “dar uma de louco” e porque não, fantasiar que nascem cogumelos em Marte!?
Com suas discrepâncias ou não, o livro é interessantíssimo. Emociona e faz pensar. Até onde o ser humano sacrifica alguém em prol de si? O quanto você aguenta conviver com a culpa? O que está disposto a fazer para sair da comodidade e se redimir?
Uma história cheia de emoção, de julgamentos e reflexões por parte do leitor, de culpa, de grandes surpresas e... Redenção.

Recomendo.


quarta-feira, 23 de julho de 2008

Hitler

Assisti há um tempinho no Animania um banner interativo a respeito de Hitler... De Eduardo Tavares e William Cogo.
Vale muito a pena conferir e interagir... É só clicar no link abaixo e colocar pra visualizar em tela inteira pra você poder interagir...

Um Mundo Melhor

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Memórias de uma Velha Infância...


A infância de “antigamente” é tão diferente da infância atual...
Que saudades daqueles tempos...
Infância era brincadeira no pátio, soltar pipa, jogar bolita e pular elástico.
Infância era “bolinho de barro”, brincar de “Pega Varetas”, de bonecas e carrinhos, desenhar com giz de cera em dias de chuva.
Infância era assistir Jaspion, Bozo, Vovó Mafalda, Chaves, Chapolim e Castelo Rá Tim Bum. Era assistir desenhos realmente feitos para crianças. (Uma lista bem extensa de desenhos!)...
Infância era subir em árvores, jogar bola no meio da rua, era fazer manha e tentar esconder a “arte”.
Infância era ir dormir mais cedo, era não ter acesso a algumas programações “impróprias”.
Infância era fazer aniversário e passar o dedo no bolo, tomar banho de chuva, inventar músicas e histórias absurdas..
Era “roubar” flor em pátio alheio e frutas no caminho da escola.
Infância era a escola e o arroz de leite servido na hora da merenda... Quem não lembra do famoso arroz de leite das escolas de Taquari? Era esquecer que tinha prova. Era brigar com os colegas e fazer as pazes em poucos minutos. Era ter mais tolerância..
Infância era ter longos e importantíssimos momentos de reflexão sobre o futuro. Ser professor ou astronauta? Veterinário ou médico? Cientista ou dentista?
Que saudade daqueles tempos... Ah se soubéssemos como era bom sermos simplesmente crianças! Não tentaríamos pular etapas nem esperaríamos crescer mais depressa.
Hoje a infância é outra. Os brinquedos são outros. Os tempos são outros. As brincadeiras hoje consideradas ultrapassadas, foram substituídas pela impessoalidade dos computadores e da internet. O jogo na rua com os amigos foi substituído por games e conversas em celulares. A infância de outrora foi substituída por uma nova. É uma pena... Me pergunto o que terão para lembrar...

Crescemos e desaprendemos tanta coisa!
Crescemos... e para levar a vida com mais leveza,
temos que voltar a ser criança todos os dias...


Artigo Relacionado: Velha Infância


O que você lembra? Do que mais tem saudade? Vamos pôr as nossas lembranças aqui! Comente! Participe!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Da velhice

Eventualmente faço caminhadas e encontro pessoas de todas as idades fazendo o mesmo. Sempre que "ultrapasso" alguém de mais idade penso que um dia alguém mais jovem também vai me "ultrapassar", quando a juventude se for e com ela, o vigor. Esse pensamento é inevitável.
Penso na falta que faz ter uma pessoa idosa em minha vida. Pe
nso também nas boas histórias que podem render horas agradáveis de conversa, na troca de experiências. Há tantos jovens que têm essa oportunidade e não aproveitam. Não procuram seus avós, não respeitam os mais velhos, enfim, não sabem o que estão perdendo. Vai chegar uma época na vida em que vão precisar de um conselho e da experiência de alguém que já passou por aquilo e não vão encontrar.
E o que dizer de filhos que deixam seus pais em casas de idosos? Asilos?

O passar do tempo não traz consigo somente as mudanças físicas. Não traz somente as rugas, os cabelos brancos... Imagino o que se passa na cabeça de pais que não são cuidados por
seus filhos, pois tornaram-se um "estorvo" devido a velhice e sinceramente não entendo como há filhos que consigam dormir tranquilamente sabendo que seus pais, lá onde estão, podem estar pensando: "Foi para isso que passei noites em claro quando eles eram crianças?" "Foi para isso que passei outras noites em claro esperando que chegassem em casa quando jovens? Toda a atenção e zelo dedicados foram para acabar aqui, assim? Longe da família, vivendo só de lembranças?"
Penso que provavelmente esses mesmo filhos que apenas "visitam" seus pais em asilos, vão querer que seus filhos estejam por perto quando a velhice c
hegar... Mas o que se planta, colhe... e os filhos sempre acabam aprendendo com as atitudes dos pais. E imitando... quem sabe...
"Já me disseram que cabelos brancos indicam sabedoria,
Bons c
onselhos,
Convivência,

Experiência.

Já me disseram que rugas são sinais do tempo,

Do riso e do choro,
Do sofrimento.

Já me disseram que um olhar perdido no horizonte

São apenas
lembranças,
Saudades,

Esperanças...
Se isso for verdade, quero todos os cabelos brancos que puder ter.
Todas as rugas e marcas do tempo. Quero deixar o olhar no horizonte, lembrar de tudo e afinal, saber que valeu a pena."


Foto de José Vargas


quarta-feira, 9 de julho de 2008

"Mulheres"

Somos bombardeados diariamente pelos meios de comunicação com todo o tipo de produto possível. Chamo de produto tudo aquilo que vende ou deixa-se vender.
A mídia vende a imagem da mulher perfeita. A moda dita as regras de como o corpo deve ser. Cá entre nós... Os parâmetros de beleza que nos oferecem estão praticamente fora do alcance da maioria das mulheres. Essa maioria que tem que cuidar dos filhos, da casa, do trabalho e ainda achar tempo para cuidar de si...
Nos vendem a mulher objeto. A mulher que só tem quadril, ou que pelo menos só é lembrada pelo tamanho dele. A mulher que sai nua em revistas masculinas. Vendem a mulher Samambaia, Moranguinho, Melancia, Melão... (Até parece feira)! Apresentam-nos mulheres que são mais valorizadas pela exposição de seus corpos do que pela personalidade que têm.
Não é de se espantar que hoje as mulheres sejam vistas como objetos. Foram vulgarizadas e reduzidas apenas a "corpo". Dão entrevistas que chegam a doer os ouvidos. Nem é mais necessário ter talento musical e afinação para lançar-se no mercado como cantora! Está certo... Se o produto existe é porque há quem o consuma. Há quem goste. Sempre há.
Mas sejamos realistas: Não importa se é Mulher Samabaia ou Mulher Melancia, Melão ou Moranguinho (quanta criatividade nesses nomes hein?), ou uma "Mulher Dona de Casa". A lei da gravidade um dia alcança todas. Tudo cai, a beleza passa e o que permanece são algumas rugas aqui e ali e claro, as nossas atitudes.
Infelizmente, em uma sociedade onde a mulher ainda tenta alcançar seu próprio espaço, há mulheres que buscam o caminho mais fácil, mais rápido e consequentemente mais fugaz. Elas estão por aí, dando os seus exemplos. Que ninguém os siga!

Que consigamos enxergar por aí mais "Mulheres Donas de Casa", "Mulheres Atitudes", "Mulheres Mamães", pois são essas que realmente fazem a diferença!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Da falta de tempo

Estamos constantemente lutando contra o tempo. Na verdade, nunca estamos satisfeitos com ele. Nossa percepção de "tempo" varia conforme os acontecimentos do dia a dia. Se um dia vai mal, você torce para que acabe logo e ironicamente no fim das contas, você acaba com a impressão de que foi um dos dias mais longos da sua vida. Quando o momento é bom, torcemos para que o tempo passe devagar, para que o tempo pare. Mas ele não pára. O ponteiro anda obedientemente, minuto após minuto, sempre da mesma forma.
Vivemos sem tempo. Encontramos nossos amigos em salas virtuais. Dividimos o nosso tempo em fatias destinadas ao estudo, ao trabalho, ao sono e por mais que tentemos nos organizar, gostaríamos que certos dias tivessem mais do que 24 horas.

"Cada dia na África, uma zebra se levanta e sabe que terá que correr mais rápido que o leão ou será morta. Cada dia na África, um leão se levanta e sabe que deverá correr bem mais rápido que a zebra ou morrerá de fome. Cada dia na África, quando o sol levanta, não importa se é leão ou zebra... é melhor começar a correr."

Desconheço o autor desse texto, mas ele demonstra exatamente como é a vida, não na África, mas nos tempos modernos, na nossa selva. Temos que correr! E essa correria faz com que não percebamos o tempo passar. Não sei quanto a você, mas já me "peguei" dizendo: "-Nossa, já estamos em Junho! Metade do ano! Passou muito rápido!"
Cabe a nós administrarmos o nosso tempo da melhor maneira possível. Acalme seu ritmo. Que na correria do dia a dia, você possa desfrutar de bons momentos... aqueles momentos legais que nos fazem desejar que o tempo passe devagar. Bem devagar...

Já disse alguém por aí:

"Quem espera que o tempo passe rápido, por outro ponto de vista, quer morrer mais cedo..."


Mentira!

Falando em Lula no post anterior, lembrei de um PROVÉRBIO BRASILEIRO que recebi por e-mail e achei interessantíssimo:

" A mentira tem perna curta, barba branca, língua presa e um dedo a menos."

(Risos) (Muitos risos)
Ou...
(Choro)...

sexta-feira, 30 de maio de 2008

In Memorian

Sábado saí para caminhar, tirar algumas fotos por aí ( fotos do post anterior) e acabei visitando o túmulo dos meus avós, (coisa que não tenho o hábito de fazer) pois acredito que não seja preciso ver uma lápide para lembrar da falta que me fazem. Estar lá me fez refletir sobre muitas coisas.
Ali, naquele lugar sem vida, há tantas pessoas, tantas histórias, tantas saudades. Crianças, jovens, idosos, todos em um mesmo lugar. Sem distinção de classe, raça ou credo.
Percebi que
a vida é breve. Não importa se ela é interrompida aos 20 ou aos 80 anos. É breve para o neto que viveu apenas alguns anos com seus avós. Breve para quem não teve tempo de dizer o que gostaria, ou teve tempo e não disse. Breve para a mãe que teve por apenas alguns minutos o filho em seus braços e o viu partir. Breve para o filho que tinha tanto mais para viver e partilhar com seus pais.
A vida é longa. Longa para quem fica. Longa para aquele que vai seguir adiante suportando a dor, a ausência, a saudade... Para aquele que vai ter longos minutos de desespero quando a saudade bater e não for possível o conforto de um abraço ou de uma palavra.
Se parássemos para pensar que amanhã poderemos não estar mais aqui... Ou que alguém que amamos pode não estar mais entre nós... Com certeza trataríamos de esquecer as ofensas com maior rapidez. Conversaríamos mais, discutiríamos menos. Passaríamos mais tempo juntos.
Se parássemos para pensar em como a vida pode ser breve... Ou longa... Nos preocuparíamos em fazer com que o próximo sinta nossa falta
hoje. Sinta necessidade da nossa presença hoje.
É bom fazer falta a alguém. Melhor ainda é poder suprir essa falta.
Sempre pensei na falta que faria ao mundo quando morresse. Hoje, a questão é outra: A falta que faço ao mundo estando viva e perdendo tempo pensando nisso.

In Memorian: Arlindo Lautert.
Eracy Junqueira Lautert.
Texto Publicado em O Açoriano. 30.05.08

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Série: O Mochileiro das Galáxias - Douglas Adams.

Não entre em pânico!
Sente-se em sua poltrona, abra uma aguardente Janx, relaxe e tente descobrir a resposta para a questão da vida do universo e tudo mais. Melhor. Tente descobrir a pergunta, porque a resposta é 42.
Não tá entendendo nada né? Explico: Li a série "O Mochileiro das Galáxias", de Douglas Adams.
A série é composta por quatro livros. Alguns dizem que são cinco, mas o "Praticamente Inofensiva" foi escrito 13 anos depois do "último", mas isso não vem ao caso.
* O Guia do Mochileiro das Galáxias
* O Restaurante no Fim do Universo
* A Vida, o Universo e Tudo Mais
* Até mais e Obrigado pelos Peixes.
* Praticamente Inofensiva. (É? Não é?)
Esse último eu não consegui ler todo, pois meu amigo Alexandre, foi morar em Farroupilha e sabe como é... Não deu tempo! Mas é só fazer o download!

O que eu posso dizer? Eu acreditava que a minha imaginação era fértil, mas Douglas Adams tem a mente mais absurdamente capaz de criar situações improváveis e absurdas que eu conheço. Isso, sem exageros.
Alguns trechinhos interessantes... Só pra ter uma base:

Poema Vogon:
" Ó fragúndio bugalhostro, tua micturação é para mim
Qual manchimucos num lúrgido mastim
Frêmeo implochoro-o, é meu perlíndromo exangue
Adrede me não apagianaste e crímidos dessartes?
Ter-te-ei rabirrotos, raio que o parte!"

"O Restaurante no fim do Universo é um dos acontecimentos mais extraordinários em toda a história do abastecimento. É construído através dos restos fragmentários de um planeta ocasionalmente destruído que é (seraria tendo a ser) fechado numa vasta bolha de tempo e projetado adiante no tempo até o momento preciso do fim do universo."

Livros recheados de muitas situações inimagináveis e uma bela dose de sátira da sociedade:
"... Resumindo, é um fato bem conhecido que todos os que querem governar as pessoas, são, por isso mesmo, os menos indicados para isso."
Se você se interessou, abaixo segue o endereço para download:
Guia do Mochileiro das Galáxias

O Restaurante no Fim do Universo

A vida, o Universo e Tudo Mais.


Até mais e Obrigado pelos Peixes


Praticamente Inofensiva



Alexandre, valeu pelo empréstimo dos livros!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

O buraco é mais embaixo.

Eu sei que o blog anda meio abandonado, que eu não tenho postado textos e tal. Mas entendam (se é que alguém lê) que é tudo por falta. Falta de tempo. Falta de ânimo...
Ontem o Elizandro Becker, que trabalha dois domingos “POR SEMANA” (Qu
e pérola hein Elizandro?) foi lá em casa, para fazermos um lanchinho básico. Não sei porque as amizades têm essa mania de serem acompanhadas por comida. Hehe.
Acontece, que pegamos um “furo de reportagem” ali na vizinhança. O Elizan
dro trabalha num jornal local, O Açoriano, (colocaria o link do jornal aqui, mas está fora do ar). Havia passado antes e visto um caminhão com as “rodinhas” do lado direito pro ar e uma considerável quantia da carga de arroz derramada na brita. O que aconteceu de fato, deixei pra ele pesquisar e prestei atenção em alguns detalhes sórdidos. Exemplo: o motorista curtindo um pacote de batatas Ruffles.
Em que buraco o caminhão tombou? Seria um buraco da Corsan? Seria?
Ah... Não acredito! Será? Pelo menos foi isso que disse a proprietária do estabelecimento localizado em frente ao “ocorrido”.

Falando em buracos, abro um espaço pra falar sobre a situação das estradas de Taquari. Pra quem gosta de trilha, aconselho que compre uma moto. Pois a sensação deve ser a mesma. Desvia de um buraco, cai em dois.
Acredito que deve haver uns dois buracos por habitante em Taquari. Hehe. Mas, claro, voando baixo nos números. Uma coisa que eu achei “super bonitinha” é que os buracos (pelo menos nas ruas principais), estão "marcadinhos" ao redor com tinta amarela. Acredito que acontecerá uma operação tapa-buracos. Ou... os burac
os simplesmente estão estacionados nas áreas reservadas a eles. Vai saber...

Fotografei um exemplo do "estacionamento de buracos".
Foto de Cristiane Lautert



terça-feira, 6 de maio de 2008

Uma declaração...

Abertura da primeira reunião ministerial do ano:

"... Eu fico imaginando que muitas vezes nesta mesa aqui, parece a Santa Ceia, todo mundo reunido..." (Lula)

"... E eu fico imaginando como seria ter um presidente que não fosse megalomaníaco..."

Sem comentários...

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Uma tarde pra aprender...

Sábado fiz uma coisa que acredito, todos deveriam fazer. Visitei uma instituição que cuida de crianças. Foi iniciativa da Elis e eu fui de metida...
Com o passar dos dias, e em meio às nossas dificuldades, acabamos sempre nos comparando com quem tem mais que nós. Com qu
em pode mais que nós. Se parássemos pra pensar em quantas pessoas se encontram em situações menos favorecidas... E também se comparam conosco.
Você pode não ter a casa dos seus sonhos, mas você tem uma casa! Sua família pode não ser perfeita, mas você tem uma família! A comida na me
sa pode não ser um manjar dos deuses, mas você tem o que comer. Você pode achar que não recebe todo o afeto que merece, mas você recebe afeto de algum modo... Há gente que não recebe isso...
Vi nessa tarde, que um simples gesto, pode tornar o dia de alguém mais feliz, a vida de alguém mais feliz. Tá, eu sei que todo mundo sabe disso! Você sabe disso! Mas põe em prática? Eu ponho em prática? O que eu tenho feito? Eu tenho feito a vida de alguém melhor?
Na verdade as lições que tirei, não podem ser escritas aqui. É algo mais... profundo, que eu não conseguiria expor com palavras... São conclusões da alma.