segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Ao Mestre...

Ouvindo falar sobre o Dia do Professor, comemorado no dia 15 de Outubro, dei uma olhada nos meus cadernos antigos. Pode parecer absurdo, mas guardo todos os meus cadernos desde a primeira série, e foi revendo-os, que me bateu uma enorme saudade dos meus tempos de escola. Velhos tempos da Escola Estadual Professora Margarida Ribeiro, onde fiz a primeira série, hoje, Escola Nossa Senhora da Assunção.

Quando era criança, gostava de dizer que seria professora quando crescesse. Isso não aconteceu, o que é a sorte de muito aluno por aí, mas hoje, parece-me que ser professor perdeu sua força empática, as crianças e jovens preferem seguir profissões mais rentáveis. Estudar para assumir grande parcela da educação dos filhos da humanidade é visto como penoso para a maioria. É visto como algo de muita responsabilidade. E realmente é!
Ser professor é ter muita paciência. Uma dose absurda de paciência. É receber seus “novos filhos” de braços abertos e aprender constantemente a deixá-los partir e pôr em prática o que aprenderam.
Ser professor é ter a difícil tarefa de integrar a educação que é dada na escola com a educação que é dada no lar.
Ser professor é saber ensinar a mesma coisa para alunos totalmente diferentes. 1 + 1 tem que ser 2 tanto para o tímido quanto para o bagunceiro, tanto para o inseguro quanto para o tagarela ou para aquele que tem déficit de atenção.
Acima de tudo, ser professor é deixar marcas. Marcas indeléveis na memória e no coração de seus alunos. Deve ser o maior prazer do Magistério: Marcar e deixar-se marcar.

Como é impossível citar os nomes de todos os professores que passaram em minha vida e na vida de todos nós, cito a minha primeira professora, “Dona” Eni Costa de Souza, que me acompanhou nos primeiros passos com as “letrinhas” e estendo a homenagem a todos os profissionais que dedicam suas vidas ao ensino e crescimento dos demais. Sintam-se carinhosamente abraçados!