terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Quando Flanders Falha...

No episódio Quando Flanders Falha, do desenho animado The Simpsons, Homer e Flanders, o vizinho “perfeito”, disputam a sorte no ossinho da galinha (aquela velha brincadeira). Antes, teriam que fazer um pedido e quem ficasse com a maior parte do ossinho da galinha, teria seu desejo realizado. Homer, para variar, começa pensando em coisas do tipo: “Presidente declara a paz mundial”, mas muda de pedido, “muito altruísta”, pensa em “Presidente Simpson anuncia a paz mundial”, muda para “Presidente Simpson vence campeonato mundial”, e após chegar a cogitar a morte do vizinho como um pedido, resolver pedir que a loja que vende artigos para pessoas canhotas, que Flanders acaba de inaugurar, vá à falência.
No desenho Flanders realmente perde tudo e é obrigado a fechar a loja. Simpson se arrepende e acaba ajudando o vizinho falido a reaver seus bens.
O que nos chama a atenção neste episódio é o fato de que as pessoas nem sempre sabem lidar com o sucesso alheio. Homer tem uma implicância terrível com Flanders, mesmo sem esse nunca ter feito nada de mal a ele. Flanders o irrita, simplesmente por existir e estar sempre feliz. E quantas pessoas nós conhecemos que não gostam de alguém e simplesmente não conseguimos entender o motivo? Melhor ainda: Quantas pessoas nos parecem insuportáveis e nunca nos fizeram nada?
No caso de Homer, a inveja fez com que desejasse ver o vizinho numa pior. Imaginar o vizinho falido dava-lhe alegria e fora dos desenhos animados, a cena continua a mesma. Quando alguém alcança o sucesso, é comum a pergunta: Por que ele e não eu? E quando alguém “cai”? “Antes ele do que eu”.
Mas, calma! Há um lugar ao sol para todos!
Vibre de verdade com o sucesso das pessoas a sua volta. São elas que vão torcer por você. Ou não. Vai depender da sua atitude.
...
Se tivesse que fazer um pedido. O que pediria?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Adeus Ano Velho, Feliz Ano Novo!

“ Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra frente, vai ser diferente.” (Carlos Drummond de Andrade)

Não sei como você se sente a respeito do ano que chega, mas meus votos para você, querido leitor, é que o ano que chega, seja de longe, muito melhor do que o que se vai. Conquiste mais amigos, mantenha os antigos. Dê muitas gargalhadas. Ouça música. Leia. Dê valor para as pequenas coisas que fazem a grande diferença. Curta sua família. Sonhe. Priorize suas metas. Lute para alcançá-las. Dedique-se a aprender algo novo. Dedique-se a ensinar o que você aprendeu. Encare as decepções como grandes aliadas. É com elas que você aprende o que quer ou não para sua vida.
Enfrente seus medos. Perdoe. Cuide da sua saúde!
Viva!
Aproveite as 365 novas oportunidades que Deus te dá para ser feliz!

O Presente de Natal da Tia Luísa

Luísa, tia de três moleques, estava cansada de ter que falar e ouvir a mesma coisa em todos os finais de ano. Naquele ano, seus sobrinhos teriam um presente de Natal diferente. Ela não engordaria os bolsos dos comerciantes. Definitivamente, não. Estava na hora de seus sobrinhos aprenderem o verdadeiro significado do Natal.

É noite de Natal. A mesa está posta e todos estão reunidos, eufóricos com a troca de presentes, tradicional na família. Chega a hora da entrega dos presentes de Luísa. Os meninos parecem não se conter:
- A tia sempre dá um presentão!

Ela chama seus sobrinhos para mais perto, senta os dois menores em seu colo, um em cada perna; o maior senta-se no chão.

- Queridos, neste ano, a tia Luísa não vai dar presentes materiais para vocês.

Os meninos entreolham-se, com caras de “lá vem bomba”.

- Neste ano, quero que conheçam o verdadeiro significado do Natal. O Natal não é troca de presentes nem deveria movimentar o comércio dessa maneira. Natal não é Papai Noel, nem pinheirinho enfeitado com luzes. Claro que tudo isso é muito bonito e realmente mexe com as pessoas, mas Natal é mais do que isso.
Os meninos olham para a mãe, encostada no vão da porta. Para horror dos três, parece-lhes que há um sorriso de satisfação despontando do canto da boca dela. A impaciência começa a aparecer:

- Afinal, onde estão os presentes, tia?
- No Natal, comemoramos o nascimento do nosso Salvador. Vocês sabem disso, não sabem? - continua Luísa.
- Sabemos! - respondem os três, em uníssono.
- Pois bem! De nada adiantam as luzes, a festa e os presentes se não tivermos isso no coração. O verdadeiro presente de Natal é Cristo! Temos que agradecer, não só nesta data, mas sempre, por Ele ter vindo ao mundo e pelo bem que isso nos trouxe. Por isso, queridos, neste ano, a tia não vai dar presentes, como de costume. Quero que entendam o que o Natal realmente significa. Este é o meu presente!

Enquanto os meninos são abraçados pela tia, olham para a mãe, que ainda os observa, da porta. Luísa está orgulhosa de sua atitude. A mãe, feliz, vendo que a conversa acabara, esfrega as mãos e, calorosamente, convida todos a se servirem. Enquanto observa todos se achegando à mesa, sente o caçula puxar-lhe a saia, de leve. Ele pede para que ela se aproxime. Ela se curva e o filho, com as mãos em forma de concha ao redor de sua orelha, sussurra:
- Mãe, não comenta com ninguém, não, mas eu acho que, neste ano, a tia ‘tá mal de grana.