segunda-feira, 16 de março de 2009

Jornalismo

Um amigo me disse: Jornalismo não dá dinheiro!
Ok. Pode não dar, mas dá prazer. E prefiro mil vezes ser realizada no que faço ganhando o salário da classe,do que ser mais uma frustrada com grana no bolso.

A Cidade do Sol - Khaled Hosseini


A Cidade do Sol, de Khaled Hosseini é um livro impressionante. Assim como O Caçador de Pipas, o livro tem como cenário o castigo e o sofrimento produzido pela guerra. A história se passa no Afeganistão e conta a trajetória de duas mulheres de vidas totalmente diferentes, e como suas vidas se cruzaram.

Mariam era uma harami (bastarda). Seu pai, Jalil, era um homem de posses e dono do cinema local, que vinha visitá-la uma vez por semana. Sua mãe, Nana, era uma mulher simples, castigada pela vida e rancorosa em relação ao pai de Mariam.
Mariam resolve procurar seu pai na casa dele, acreditando ser bem recebida por ele e seus irmãos. Ela não é bem recebida, nem ao menos atendida, e quando retorna para sua casa, encontra sua mãe morta. Suicídio. Mariam, que agora não tem com quem morar, entra na casa de seu pai, mas para ser dada em casamento. Casa-se aos 15 anos, com Rashid, um homem bem mais velho que ela, e vai morar longe da casa de seu pai.

Laila cresceu ouvindo de seu pai que poderia ser o que quisesse. Seus irmãos morreram na guerra e em função disso, sua mãe vivia em um constante estado de depressão, sem dar a atenção que Laila precisava. Em um bombardeio, Laila perde os pais. Machucada e sem ninguém no mundo, é acolhida por vizinhos: Mariam e Rashid.
Rashid toma Laila por esposa e a vida dessas duas mulheres, tão diferentes, passa a ser um sofrimento em comum, submisso, constante e perturbador.
O livro descreve de forma contundente a violência no trato com as mulheres. Conta-nos muito sobre os costumes afegãos e possui um riquíssimo relato histórico, que vai da década de 70 aos dias atuais. Uma boa aula de história e uma “mão na consciência” para o mundo repensar algumas atitudes.

Impossível não se emocionar.
Recomendo.

quinta-feira, 5 de março de 2009

O Brasil dos Excluídos

Muita pobreza e miséria estampadas na matéria do Fantástico em 01/03/09, sobre as quatro últimas cidades colocadas na classificação do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), entre os municípios brasileiros: Traipu, em Alagoas; Jordão e Tarauacá, no Acre e Manari, em Pernambuco.

Se você assistiu, sabe do que estou falando. Se não assistiu, talvez tenha dificuldades para imaginar a crueldade da situação. Tudo parece longe de nossa realidade, longe de nossos lares e bem difícil de acreditar.

Reclamar para quem? Aliás, reclamar para quê? Parece que o Brasil encontra-se coberto por certa apatia generalizada: -“É triste, mas é a vida. Fazer o quê”?
Se não conseguimos mudar esse quadro, ao menos lembremo-nos de certas coisinhas que por vez e outra são esquecidas por nós, “moradores cheios de problemas desse país de governo apático”.
Lembremo-nos daquela velha conversa de que reclamamos da vida sem razão. Não. Não é feio repetir que muitas vezes reclamamos sem motivo. Não é feio reconhecer isso.


Feio é não agradecer pelo que temos, quando tantos outros não têm nada.
Feio é reclamar do emprego e do salário, quando há quem trabalhe um mês inteiro para ganhar R$ 40,00! Isso quando se tem um emprego!
Feio é reclamar das contas (a maioria delas, feitas por nossa própria vontade), quando há quem receba fatura de água sem nunca ter recebido a água.
Feio é reclamar da chuva que “estraga” nossos passeios e programações, quando a mesma chuva que cai, é para alguns, sinônimo de água para beber e de banho com água caindo nas costas, para crianças que nunca tomaram um banho de chuveiro.
Feio é reclamar da comida farta na mesa, quando há mães preparando apenas feijão para os filhos. Feijão com farinha. Mais nada. Arroz? Artigo de luxo. Apenas uma vez ao dia.
Feio é esquecer de agradecer a Deus todos os dias, por não estar nessas situações.

Desesperador é esperar. Esperar atitudes de nossos governantes, dos líderes que deveriam estar realmente preocupados com o bem-estar daqueles que o colocaram lá: No poder.
Esperemos! Talvez um dia a letargia governamental cesse. Talvez um dia acordem do sono que se abateu sobre eles. Talvez despertem do sonho cor-de-rosa que é ganhar salários astronômicos. Talvez olhem para os lados e procurem quem ajudar. Talvez... Não os encontrem mais.

Qualquer semelhança... Não é mera coincidência!


Um fazendeiro colecionava cavalos e só faltava uma determinada raça. Um dia, ele descobriu que o seu vizinho tinha este determinado cavalo. Assim, ele atazanou seu vizinho até conseguir comprá-lo.
Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário:
- Bem, seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este medicamento durante três dias. No terceiro dia, eu retornarei e caso ele não esteja melhor, será necessário sacrificá-lo.
O porco escutou toda a conversa.
No dia seguinte deram o medicamento e foram embora.
O porco se aproximou do cavalo e disse:
- Força amigo! Levanta daí, senão tu vai ser sacrificado, cara!
No segundo dia, deram o medicamento para o cavalo novamente e foram embora. - Vamos lá cara, eu te ajudo a levantar... Upa! Um, dois, três. -Incentivava o porco.
No terceiro dia, deram o medicamento e o veterinário disse:
- Infelizmente, vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos.
Quando foram embora, o porco se aproximou do cavalo e disse:
- Cara, é agora ou nunca, levanta logo! Coragem! Vamos! Isso, devagar! Ótimo! Vamos, fica de pé! Um, dois, três. Legal, legal! Agora mais depressa! Vai! Fantástico! Corre, corre mais! É isso aí, garoto! Conseguiu!
O dono chegou, viu o cavalo correndo no campo e gritou:
- Milagre! O cavalo melhorou! Isso merece uma festa! Vamos matar o porco e fazer um grande banquete!

Saber viver sem ser reconhecido é uma grande arte. No e-mail que recebi com essa ilustração também dizia: Procure ser uma pessoa de valor, em vez de ser uma pessoa de sucesso. É claro que as duas coisas podem andar juntas. O sucesso pode demorar um pouco para chegar, mas manter o caráter e aplicar o coração naquilo que se faz são os ingredientes necessários para que ele chegue mais rápido. Enquanto ele não chega, corremos o risco de “dar uma de porco”. Faz parte! Quem não arrisca...