sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Um Best Seller para chamar de SEU

Na disciplina de Leitura e Produção de Textos, o professor propôs que escrevêssemos a nosso respeito. Uma breve biografia, na qual falaríamos sobre nossas vidas, interesses culturais e sonhos; as escolas pelas quais passamos, dentre outras coisas. Achei a proposta tentadora. Imediatamente, veio à memória uma entrevista que Fabrício Carpinejar, escritor gaúcho, concedeu ao Jornal do Almoço, falando sobre sua oficina de terapia literária. Ele e a repórter saíram pelas ruas perguntando às pessoas se suas experiências pessoais renderiam um livro, e, todos os entrevistados disseram que sim. Alguns deles, disseram: "muitos livros".
Minhas histórias renderiam bons livros e, com certeza, as suas também. Não percebemos que produzimos um material riquíssimo em detalhes, dignos de best sellers, enquanto simplesmente vivemos. Fatos marcantes, absurdos, divertidos, conflitantes, decepcionantes e emocionantes são escritos nas páginas de nossa biografia todos os dias.
Agora mesmo, antes de começar a escrever este texto, vivi uma situação divertidíssima, que conto aqui, com a autorização da personagem principal da história. Lá estávamos, no meio da rua. Eu, de meias e chinelos, correndo e empurrando a moto. Minha amiga, sentada na moto, ajudava a 'dar embalo' com os pés. Depois de muitas tentativas e um pouco de suor, conseguimos fazer com que a moto 'pegasse no tranco'. Quase perdemos as forças rindo da situação cômica que enfrentávamos, e comentamos: "Isso vai ficar para a história".
Todas as situações que eu e você já vivemos, ficarão para a história. Já encarou sua vida como um livro sendo escrito? É a única oportunidade que temos de fazer com que nosso personagem real seja o protagonista.
Deus nos dá a vida e cabe a nós decidirmos se seguiremos ou não o roteiro maravilhoso que Ele escreveu. Você é o artista, e o resultado da obra depende unicamente do seu desempenho em seguir o roteiro, que sabemos, tem um final feliz.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A Rotina

“A idéia é a rotina do papel
O céu é a rotina do edifício
O inicio é a rotina do final
A escolha é a rotina do gosto
A rotina do espelho é o oposto
A rotina do jornal é o fato
A celebridade é a rotina do boato
A rotina da mão é o toque
A rotina da garganta é o rock
O coração é a rotina da batida
A rotina do equilíbrio é a medida
O vento é a rotina do assobio
A rotina da pele é o arrepio
A rotina do perfume é a lembrança
O pé é a rotina da dança
Julieta é a rotina do queijo
A rotina da boca é o desejo
A rotina do caminho é a direção
A rotina do destino é a certeza
Toda rotina tem a sua beleza.”

Ah, que poema lindo! É daqueles que dão raiva de tão bons! Infelizmente não sei quem é o autor, mas seja lá quem for, está de parabéns! Sempre que passava o comercial da campanha "Toda rotina tem sua beleza", da Natura (olha o merchan!), eu parava o que estivesse fazendo para assistir. Que sacada! Campanha publicitária nota 10!

domingo, 16 de agosto de 2009

domingo, 9 de agosto de 2009

Dia dos Pais

Há pais conservadores, formais, pais alternativos, pais sofisticados, pais humildes.
Pais que curtem Rock, outros que curtem sertanejo, reggae, música clássica ou eletrônica.
Há pais gremistas, pais colorados.
Há pais durões, pais sentimentais.
Há pais que já partiram, pais ainda presentes.
Há pais que pagam pensão e acham que isso é o suficiente.
Há pais que nem se deram ao trabalho de assumir seus filhos.
Há pais adotivos, pais de coração.
Há pais que passam dificuldades e privações para que nada falte a filhos ingratos.
Há pais que perdoam o erro de coração aberto.
Há pais que dizem: “Eu te avisei”... E perdoam mesmo assim.
Há pais que não conversam com seus filhos há anos, por um motivo qualquer...
Há pais que são muito ocupados e não têm tempo.
Há pais que esperam que seus filhos tenham tempo para eles.
Há pais que não conversam enquanto assistem o jornal.
Há pais que inventam histórias com fantoches nas mãos.
Há pais de idade bem avançada.
Há pais que brincam como crianças.
Há crianças que já são pais.
Há pais presos, culpados ou inocentes.
Há tantos tipos de pais!
Pais de todas as raças, de todas as crenças e de todas as classes sociais.
Com seus defeitos e qualidades. Todos, PAIS.

Há muitos filhos que nesse Dia dos Pais estarão sós. Talvez porque o pai já tenha partido, talvez porque haja discórdia entre pai e filho. A primeira opção, infelizmente, é irremediável... Mas sempre é tempo de esquecer as mágoas e reatar os laços. Seja qual for o motivo da discórdia, quando a perda irremediável acontecer, talvez você queira reparar o erro e recuperar o tempo perdido. O tempo que foi roubado por uma discussão, pelo orgulho, pelo “não pedir perdão”, e se dará conta de que não há mais tempo para isso.
Dizem que mãe é uma só. E pai, não?

Ao que tem pai: Abrace-o.
Ao que não tem mais:
Relembre.
Aos que têm e aos que não têm: Há um PAI, que ama incondicionalmente, que não falha e que espera de braços abertos o abraço do filho.


Texto Publicada no Jornal O Açoriano, em homenagem aos Pais, em 2008.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Give It Away - Michael W. Smith



As legendas estão em Holandês. Não coloquei o clipe de um show de 1993, por ser um pouco extenso e ter entrevistas antes. Mas caso você queira, pode assistí-lo aqui.
Lembro-me que, quando criança, assisti a esse show na TV e coloquei o gravador ao lado da TV, para ler as legendas em voz alta e ter a tradução. Olhem que falta fazia a internet! Tenho a fita K7 até hoje. Tá bom, nem é tanto tempo assim... Ou é?

Segue abaixo, letra e tradução (não exatamente ao pé da letra)...

She asked him for forever
And a promise that would last
He said: "babe you know I love you
But I can't commit to that"
She said: "love isn't love 'till you give it away"

A father lived in silence
Saw his son become a man
There was a distance felt between them
'Cause he could not understand
That love isn't love 'till you give it away
You gotta give it away

As we live
Moving side by side
May we learn to give
Learn to sacrifice

We can entertain compassion
For a world in need of care
But the road of good intentions
Doesn't lead to anywhere
'Cause love isn't love 'till you give it away
You gotta give it away

Love is like a river
Flowing down from the giver of life
We drink from the water
And our thirst is no longer denied
You gotta give it away

There was a man who walked on water
He came to set the people free
He was the ultimate example
Of what love can truly be
'Cause his love was his life
And he gave it away
You gotta give it away

Tradução:

Ela perguntou se seria para sempre
E uma promessa que duraria
Ele disse: "querida, sabes que te amo
Mas não posso me comprometer"
Ela disse: "Amor não é amor até que você o entregue"
Você tem que entregá-lo

Um pai viveu em silêncio
Viu seu filho se tornar um homem
Havia uma distância entre eles
Porque ele não conseguia entender
Que o amor não é amor até que você o entregue
Você tem que entregá-lo

Assim como vivemos
Lado a lado
Podemos aprender a dar
Aprender a sacrificar

Podemos 'distrair' a compaixão
Para um mundo que necessita de cuidados
Mas o caminho das boas intenções
Não levam a lugar nenhum
Porque o amor não é amor
Até que você o entregue
Você tem que entregá-lo

O amor é como um rio
Fluindo do doador da vida
Nós bebemos da água
E nossa sede não é negada
Você tem que entregar

Houve um homem que andou sobre as águas
Ele veio para libertar o povo
Ele foi o exemplo definitivo
Do que realmente o amor pode ser
Por que seu amor foi sua vida
E Ele a entregou
Você tem que entregar

Michael W. Smith.

Olho Neles!

Você, como bom cidadão brasileiro, está cansado? Eu também. Não vem de hoje o desprazer de acompanharmos os escândalos do governo. Instaurou-se farra tamanha que “não cabe dentro do possível”. É tanta coisa que ninguém sabe de nada, mesmo que tudo esteja acontecendo debaixo dos narizes dos “interessados”.
Em entrevistas ao quadro “Controle de Qualidade”, do programa CQC, podemos presenciar por exemplo, deputados que não conhecem a lei Maria da Penha, criada para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Nos noticiários, podemos ver de um lado, fraudes e mais fraudes, salários exorbitantes, atos secretos, castelo e 'até um mensalão, por que não'? De outro, hospitais sem leito, falta de segurança, descaso com a educação e uma lista extensa de necessidades básicas que deveriam ser a prioridade do governo. Necessidades básicas da população. Não deles.
Má administração pública não é novidade para nós, que somos brasileiros e não desistimos nunca. Não desistimos de continuar votando naqueles que fizeram coisas erradas no passado. Não desistimos de ter memória curta. Os mesmos que tiramos do poder, são os que tornamos a eleger. Nos queixamos por nossas escolhas. E temos reais escolhas? Ou descobriremos mais tarde que tudo não passava de um belo discurso persuasivo e continuaremos reclamando?
Você lembra da frase principal das propagandas da campanha “Olho Nele”, do TSE? O Brasil é tão bom quanto o voto que você colocou na urna. Isso não só na urna que elege o presidente, mas também nas urnas que elegem prefeitos, vereadores, deputados e senadores.
Douglas Adams, com seu humor ácido, em O Restaurante no Fim do Universo, divaga a respeito do assunto: “Um dos principais problemas em governar pessoas, está em quem você escolhe para fazê-lo. Ou melhor, em quem consegue fazer com que as pessoas deixem que ele faça isso com elas. Resumindo: é um fato bem conhecido que todos os que querem governar as outras pessoas são, por isso mesmo, os menos indicados para isso.”


Espero que encontremos candidatos que queiram governar para as pessoas. Até lá, OLHO NELES!


Meu professor, Gerson, "saiu com uma" muito legal quando brinquei que seria bem divertido chegar com uma bazuca no congresso e fazer um estrago:
- ELES precisam de VERGONHA, não de alívio.

E não é que é?

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

E pra mim, um cafezinho...

Apparício Torelly, mais conhecido como Barão de Itararé, cursava Medicina. Conta-se que certo dia, o professor se dirigiu a ele e perguntou:
- Quantos rins nós temos?
Ele respondeu:
- Quatro.
E ouviu uma gargalhada do arrogante professor que, não satisfeito, ainda ordenou a seu
assistente:
- Me traz um punhado de capim, pois temos um asno na sala.
Apparício aproveitou a deixa e pediu:
- E para mim, um cafezinho!
Foi expulso da sala, mas, na saída, ainda teve a audácia de corrigir o professor:
- O senhor me perguntou quantos rins nós temos. ‘Nós’ temos quatro: Dois meus e dois seus. ‘Nós’ é a 1ª pessoa do plural. Tenha um bom apetite, seu capim está chegando.
Não é brilhante? Podemos tirar duas lições bem legais daqui:
1ª - Não subestime 'os outros' por achar que tem conhecimento. 'Os outros' podem ter imaginação...
2ª - Peça o cafezinho e não o capim! Leve as coisas com bom humor e criatividade. Tudo fica bem mais leve! Pelo menos pra você!

*Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly (29/01/1895 - 27/11/1971), foi Jornalista. Escritor e pioneiro no humorismo político.

Solidariedade

Ainda estou decidindo se admiro ou chamo de doido quem gosta do frio e quem consegue ficar bonito no inverno. Brincadeiras à parte, nós, gaúchos, sofremos “um pouquinho” nessa época... Por mais cuidados que tenhamos, a pele resseca, os lábios racham e por aí vai. 'Tiro o chapéu' para quem gosta do inverno. Se tivesse dinheiro, com certeza já teria viajado para um lugar com muito sol e calor a essas horas. 

Era manhã. Estava muito frio. Esperando na fila de um estabelecimento, numa dessas conversas casuais, duas pessoas defendiam suas preferências por estações diferentes. Uma delas não gostava do verão e preferia o frio. Não suportava o calor e nem os mosquitos. A outra, defendendo o verão, disse algo que me chamou a atenção e me fez parar para pensar: “No calor a gente se vira, mas o frio mata”. Saí pensando sobre isso e enquanto o ar frio penetrava meus pulmões, tentei imaginar como seria estar usando apenas um moletom, e não blusas e casacos. Como seria estar usando chinelos, e não um calçado fechado. Imaginei não ter onde deitar quando a noite chegasse com todo aquele frio. Como seria passar o inverno ou uma noite que fosse, ao léu. E agradeci. Por mais que reclamemos da vida e achemos que as coisas não vão bem, somos privilegiados. Talvez o que tenhamos hoje, seja menos do que esperamos, mas é tudo o que precisamos. Como é fácil focarmos nossa atenção em nossos problemas e esquecermos que há quem não tenha o básico. Aquele básico que nos passa despercebido: A cama confortável, roupas suficientes para aplacar o frio, uma bebida quente... Que tal nós, que somos agraciados pelo Pai e estamos bem aquecidos nesse inverno, sermos solidários com quem precisa? Um gesto simples, como doar um agasalho que não usamos mais, pode fazer a diferença para alguém nesse inverno. Aqueçamos não só o corpo, mas também o coração.
"A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana."
( Franz Kafka )