terça-feira, 22 de dezembro de 2009

É Natal!

É... Mais um Natal se aproxima. O comércio se anima com a expectativa das vendas, as luzes brilham nas casas, os pinheirinhos são montados, e presentes são comprados. Tudo parece cheio de brilho e encantamento. O mundo sabe o que o Natal significa e representa, mas não custa nada lembrar. É sempre bom refrescar a memória com um dos acontecimentos mais marcantes que a humanidade já presenciou: o nascimento de Jesus. A chegada da esperança e redenção aos povos. A todos. A nós.
É no Natal que as famílias se reúnem, alguns sentem saudades, e outros, continuam sós. É no Natal que me pergunto: “alguém lembra o motivo da reunião?” Alguém festeja a chegada da esperança ao mundo? Ou estamos tão cauterizados pela rotina e pelo comércio, que nos esquecemos do personagem principal da “noite feliz”?
É Natal! É tempo de presentear, sim! Presentear perdão, solidariedade, carinho, fé e obras. É tempo de sentir saudades de quem partiu, e de se alegrar pela presença dos que estão ao seu redor e lhe são tão caros. É tempo de encher o coração de esperança, “porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.”
Que o seu Natal tenha o brilho da esperança que Jesus trouxe ao mundo. Que o seu presente seja a salvação. Comemoremos esse nascimento! Cristo, o Salvador, nasceu.
Um verdadeiro Feliz Natal para você!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

E NEM assim...

Enunciados extensos e uma prova cansativa. Essa foi a definição dada pela maioria dos estudantes que realizaram o ENEM 2009. O grande índice de abstenção, sem precedentes na história do ENEM, é um grito de protesto ao qual ninguém parece prestar atenção. O vazamento da primeira prova e o adiamento da data; a notícia de que algumas faculdades não usariam o resultado do ENEM em suas avaliações e, os problemas com os locais de prova estipulados, que contrariavam o que dizia a inscrição de vários candidatos por todo o país, foram os grandes agentes causadores do “protesto.”

O vazamento da primeira prova gerou uma atmosfera de insegurança em relação à seriedade do exame. Muitos desistiram por aí. Outros desistiram após o primeiro dia. As 180 questões foram um teste à capacidade de resistência mental e concentração dos candidatos. A redação, aplicada no segundo dia, tinha o seguinte tema como proposta: “O indivíduo frente à ética nacional”. Sugestivo, não? Se a redação não servir para obtenção de nota significativa no resultado final, espero que, ao menos, tenha feito milhões pensarem sobre seu posicionamento em relação à ética, ou, falta dela no governo.

A indignação foi geral quando o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), órgão do MEC responsável pela aplicação do ENEM, retirou do site os resultados do exame, alegando que haviam sido identificadas inconsistências nos gabaritos de diferentes modelos de prova publicados. Um “descuido” imperdoável. Inconsistências no gabarito de um exame aplicado a nível nacional? Ao todo, os candidatos tiveram 10 horas para ler, interpretar, responder as extensas 180 questões e fazer a redação. Os organizadores do ENEM tiveram quantos dias para conferir o gabarito antes de publicá-lo? Você já deve ter recebido em anos anteriores, e-mails com as “pérolas” das redações do ENEM. Esses e-mails ainda não chegaram, mas li por aí uma frase interessantíssima: A “pérola” do ENEM esse ano, foi o próprio ENEM.

Agora “entendo” o deputado Chico Alencar, do PSOL - RJ, que sugeriu uma mudança na bandeira nacional: o acréscimo da palavra “amor” à expressão ordem e progresso. É deputado... Só com amor mesmo, porque pelo visto, ordem e progresso não andam “bem das pernas” na nossa pátria “amada”.
Boa sorte a todos que, assim como eu, participaram do exame. Precisaremos!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Fumo e polêmica

Fumantes viram estatística. Propagandas de cigarro são proibidas na mídia. Campanhas antitabagistas são veiculadas em peso. De um lado, leis restritivas quanto ao uso do cigarro em lugares públicos, e de outro, o direito individual. O impasse está formado. Uma guerra silenciosa entre a saúde e o vício, a opção e a passividade; o bom senso e a falta dele. Todos sabem dos malefícios do fumo: um suicídio à prestação. “E quem tem pressa de morrer?” - alega o fumante com o cigarro entre os dedos.

Embora o local de maior exposição à fumaça seja o ambiente doméstico, segundo pesquisa divulgada em 27 de novembro de 2009, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as discussões sobre leis restritivas ao uso do cigarro em lugares públicos vêm ganhando força. Não é para menos, afinal, as estatísticas de mortes relacionadas ao cigarro não envolvem números, mas pessoas. Envolvem o João, a Bia, o Carlos, a Roberta, um amigo, um parente, um conhecido. Alguém que vira estatística como a fumaça do cigarro se dissipa no ar. Uma estatística não mostrada nas antigas propagandas de cigarro, que antes de terem sua veiculação proibida na TV e no rádio, associavam seu produto a símbolos de força e status. Cavalos, esportes radicais, belíssimas paisagens, jovens felizes e bem resolvidos faziam parte de comerciais convincentes, cujos resultados não condiziam com a arte neles apresentada. Muita beleza para um fim trágico.

Campanhas antitabagistas são frequentemente lançadas na mídia. Como avisos, fotos de doentes terminais são impressas nos maços de cigarros. Os danos causados à saúde, como câncer, impotência, envelhecimento precoce, problemas respiratórios e acidentes vasculares, dentre outros, são amplamente divulgados. A informação é clara. O livre-arbítrio é fato.

Conheço fumantes que se referem ao ato de fumar dizendo: “Vou pôr uns pregos no caixão.” Pregos no caixão de quem? Em lugares públicos, nada como o bom senso para pôr ordem nas coisas. Ninguém é obrigado a respirar as mais de 4 mil substâncias nocivas presentes no cigarro de um fumante desatento ao bem estar dos que o cercam. Ora, se alguém opta por não consumir cigarros, obviamente não vai querer consumi-los por tabela.

“Você está esperando pacientemente o ônibus na rodoviária. Mais pessoas estão sentadas ao seu lado. O cidadão chega e fica de pé, mais a frente. Larga a mala. Puxa o cigarro, acende, fuma e solta a fumaça. O vento está na direção dos que estão sentados. Todos tossem, uns resmungam, outros trocam de lugar. O fumante parece não se importar.” Chato, não? Os fumantes alegam que a proibição do uso de cigarro em lugares públicos fere o direito individual. Os não fumantes, por sua vez, alegam que o direito individual não deve, em hipótese alguma, prejudicar o próximo. Lugares reservados para fumantes em ambientes públicos, como bares, restaurantes e local de trabalho, seriam uma boa solução, desde que os fumantes não se sentissem recriminados com isso, e que os espaços destinados para tal prática fossem respeitados. Além disso, os donos de estabelecimentos teriam que estar dispostos a investir para agradar a gregos e troianos.
Aos que não têm paciência, é preciso tolerância. Aos que não têm bom senso, é necessário repensar atitudes! Para convivermos harmoniosamente, precisamos nos colocar no lugar do próximo. Daí, a necessidade de trazermos à memória o velho e bom conselho: “Faça aos outros o que gostaria que fizessem a você.