domingo, 17 de janeiro de 2010

Mas, já?

E eis que, na marca final dos meus 25 anos, surge o primeiro fio de cabelo branco. É, meu amigo... O tempo passa para todos! Não há como fugir. Mais cedo ou mais tarde a idade chega e, com ela, os “efeitos colaterais” do tempo.
Meu cabelo é rebelde por natureza. Inconsequente, parece ter vida própria, resolvendo acordar nos seus dias de fúria justamente quando mais preciso dele com o comportamento exemplar. No trabalho, enquanto lavava as mãos em frente ao espelho e avaliava o nível de rebeldia do cabelo naquela manhã, um deles (mais rebelde do que os demais), chamou-me a atenção. Destacou-se em meio a tantos outros. Branco. Absolutamente branco. E enorme! “Já? Como eu não vi isto antes?”- Pensei. Dividi a novidade com várias pessoas naquele dia, num misto de negação e risadas. Negação, pois só esperava por isso mais tarde. Risadas, pois ainda vai demorar bastante para essa cabeleira toda ficar branca. Alívio.
Por mais que saibamos que o tempo corre para todos, nada percebemos até que nosso corpo comece a dar alguns sinais: umas rugas aqui (carinhosamente chamo-as de “linhas de expressão”), uma flacidez ali, um cabelo branco que se revela acolá... Embora, esteticamente falando, esses sinais não sejam atraentes, podemos notar algumas mudanças positivas com o passar do tempo. Mudanças que servem como ponto de equilíbrio e, até mesmo, de consolo para os que não estão acostumados com a ideia do envelhecimento. Não é bem mais fácil acreditarmos que estamos ficando melhores? E não é verdade? Ficamos mais maduros, conscientes, experientes e sensatos. Pelo menos, isso é o que esperamos do lado bom da ação do tempo.
Os sinais da velhice têm lenta progressão, mas é o hoje que determina as memórias que teremos no futuro. O agora! Esse exato momento! Espero que as mudanças físicas venham acompanhadas de aprendizado e conhecimento. Que saibamos plantar no agora para colher no futuro. Já que não permaneceremos jovens para sempre, ao menos, façamos do hoje algo memorável e valioso.
O maior bem que poderemos ter no futuro são as recordações. Do que você lembrará?

“Já me disseram que cabelos brancos indicam
sabedoria,
bons conselhos,
convivência,
experiência.
Já me disseram que rugas são sinais do tempo,
do riso e do choro,
do sofrimento.
Já me disseram que um olhar perdido no horizonte
traz lembranças, saudades,
esperanças...
Se isso for verdade, quero todos os cabelos brancos que puder ter.
Todas as rugas e marcas do tempo.
Quero deixar o olhar no horizonte, lembrar de tudo e, afinal, saber que valeu a pena.”

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Yes Man!

Foi depois de dar algumas risadas com o filme “Sim Senhor” (Yes Man), que parei para pensar sobre as oportunidades que surgem em nossas vidas. “Sim Senhor” é daqueles filmes que, além de engraçados, trazem algo de bom a quem assiste: a boa e velha “moral da história”. Carl, interpretado por Jim Carrey, é um sujeito negativo que não liga para os amigos, preferindo passar seu tempo livre sozinho. Ele é convidado por um antigo conhecido para participar de um “culto” de autoajuda. Decide ir, e sai de lá com um pacto: dizer sim para todas as oportunidades que surgirem (absurdas ou não). A prova de fogo começa logo na saída do “culto": um mendigo pede carona a Carl. Não bastando, pede para usar seu celular. Ele diz “sim” para essa nova “oportunidade” e, a partir daí, coisas inesperadas passam a acontecer em sua vida. É o poder do sim e seus efeitos ‘colaterais’.
Claro que o filme tem seus exageros (hey, é Jim Carrey!), afinal, dizer sim para tudo, definitivamente, não é a melhor escolha. A moral da história é justamente essa: Estar aberto para as possibilidades que a vida oferece pode ser ótimo e render bons frutos, desde que haja um filtro. Desde que o “sim” seja arbitrário.
Perdemos muitas oportunidades interessantes por estarmos acostumados a dizer “não”. O “não” do preconceito, do medo, da preguiça e da indiferença.
“Não gosto daquela pessoa.”
“Não quero tentar isso.”
“Não vou.”
“Não me interessa.”
Pode ser divertido dizer sim, por exemplo, quando o assunto for um desafeto. Ou você nunca disse “não vou com a cara do fulano”, e, depois que o conheceu, passou a admirá-lo? É... O “sim” pode revelar a pessoa especial por trás da máscara de bicho-papão. O “sim” também pode fazer com que você vença desafios, obstáculos e limites pessoais. O “sim” só não deve contrariar seus valores. Use o “sim” para ajudar, para aprender, para conhecer e mudar conceitos.


“Uma pessoa que ama diz “sim” para a vida, “sim” para a alegria, “sim” para o conhecimento, “sim” para as pessoas, “sim” para as diferenças.
Sabe que todas as coisas e todas as pessoas têm algo a lhe oferecer, que todas as coisas estão em todas as coisas. Se “sim” for muito ameaçador, tente um “talvez”. (Leo Buscaglia)